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Caderno Mercado

Alexandre de moraes rejeitou prorrogar votação em 2022 após blitze da PRF

Alexandre de moraes rejeitou prorrogar votação em 2022 após blitze da PRF

No segundo turno das eleições presidenciais de 2022, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) optou por não prorrogar o horário de funcionamento das urnas, encerrando a votação pontualmente às 17h, apesar das barreiras e blitze ilegais realizadas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) que afetaram principalmente a circulação de eleitores na região Nordeste.

Operações da PRF descumpriram ordens judiciais A gestão da PRF ignorou a determinação judicial emitida pelo ministro Alexandre de Moraes para que fossem suspensas quaisquer operações de fiscalização direcionadas ao transporte público de passageiros. Até as 12h35 daquela votação em 30 de outubro, o órgão federal realizou mais de 500 abordagens a ônibus em rodovias do país.

Reação da campanha petista e negativa do TSE Diante dos entraves, a coligação de Luiz Inácio Lula da Silva acionou a corte eleitoral sob a acusação de tentativa de sabotagem e exigiu a ampliação do prazo de votação, mas o pleito foi negado. Em coletiva realizada a uma hora do fechamento das seções, Alexandre de Moraes argumentou que a medida não era necessária porque a população havia conseguido acessar os locais a tempo. “Em alguns casos, as operações retardaram a chegada dos eleitores. Mas em nenhum caso os impediu de chegarem às suas seções eleitorais”, disse Moraes.

Investigação sobre a trama golpista e atuação de Silvinei Vasques O episódio entrou formalmente para o escopo das investigações da Justiça sobre a conspiração golpista que mirava a manutenção de Jair Bolsonaro no poder. A conduta do ex-diretor-geral da corporação, Silvinei Vasques, passou pelo crivo dos investigadores como parte de uma estratégia articulada para restringir o direito ao voto e beneficiar o então chefe do Executivo nas urnas.

Mudanças recentes nas regras de votação Em eleições subsequentes, o cenário de prorrogação sofreu alterações. A campanha governista voltou a acionar o tribunal por causa de falhas na frota pública em dez estados e obteve aval para estender o pleito. O ministro Cristiano Zanin determinou a ampliação até as 19h em todo o território nacional. Paralelamente, o senador Flávio Bolsonaro também requereu a extensão do prazo em municípios de São Paulo, Paraná e Santa Catarina, argumentando que tempestades, temporais e deslizamentos afetaram a mobilidade urbana.

Fonte: Folha - Mercado