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Caderno Mercado

Pl se divide sobre candidatura contra Alcolumbre no Senado

Pl se divide sobre candidatura contra Alcolumbre no Senado

A bancada do PL enfrenta um racha interno em relação ao lançamento de uma candidatura própria para a presidência do Senado, contrariando o desejo de Rogério Marinho (PL-RN) e as declarações do presidente da sigla, Valdemar Costa Neto. A partir de 2027, a legenda contará com 29 senadores, formando a maior força da Casa.

Risco de isolamento político Enquanto parlamentares pragmáticos temem repetir o revés de 2023 — quando o partido ficou sem comissões e sem espaço na Mesa Diretora após a derrota de Marinho para Rodrigo Pacheco —, outros defendem uma postura de cautela antes de qualquer decisão na reunião marcada para a próxima quarta-feira (4).

O senador Efraim Filho (PL-PB) defende que o partido tenha cautela e avalie bem o cenário antes de entrar numa disputa com Alcolumbre.

“Você tem que fazer essa avaliação de todos os cenários. Para ir e marcar posição, como foi no passado, tem que avaliar o desdobramento disso durante os dois anos. Essa é a hora de serenidade. Olhar, fazer conta e depois decidir a melhor estratégia”, declarou Efraim.

Um parlamentar anônimo reforçou o receio de que a maior bancada termine sem influência institucional.

“Tem que avaliar direitinho para não ter esse erro. Ficar sem nada é pior. Porque aí fica uma oposição grande no Senado, mas sem espaço, sem voz, sem nada. Vale a pena o risco?”, questionou.

Pressão por impeachment e estratégia de Alcolumbre Em contrapartida, a ala ideológica argumenta que a disputa é fundamental para destravar pedidos de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), em especial de Alexandre de Moraes.

O senador eleito Carlos Jordy (PL-RJ), argumenta que o partido tem que ir para o enfrentamento, principalmente após a decisão de Alexandre de Moraes para cancelar e confiscar os passaportes de Flávio Bolsonaro, derrotado por Lula no último domingo (25).

“Quero que o espaço se exploda. É algo muito mais grave que estamos vivendo. É a democracia que está em jogo”, afirmou o parlamentar.

Enquanto isso, Davi Alcolumbre (União-AP) articula sua permanência no comando do Senado contando com o apoio de partidos do Centrão, como a federação entre União Brasil e PP, e tenta rachar o bloco oposicionista oferecendo espaços estratégicos, como a relatoria do Orçamento de 2027 ao senador Eduardo Gomes (PL-TO).

Fonte: G1 - Política