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Caderno Mercado

Senador Flávio Bolsonaro viaja para os Estados Unidos, apontam veículos internacionais

Senador Flávio Bolsonaro viaja para os Estados Unidos, apontam veículos internacionais

O senador Flávio Bolsonaro deixou o território brasileiro com destino aos Estados Unidos, de acordo com informações divulgadas por duas fontes ouvidas pela agência de notícias Reuters. Posteriormente, o jornal norte-americano “The New York Times” corroborou a informação, também fundamentando o relato em duas fontes anônimas. A situação é atualmente monitorada pela Polícia Federal.

Rota pela Argentina e monitoramento de voo

Anteriormente, um veículo de imprensa argentino relatou que o parlamentar teria deixado o país atravessando a fronteira em direção a Puerto Iguazú utilizando seu documento de identidade. O portal Infobae detalhou o trajeto atribuído ao político.

“De Puerto Iguazú, viajaria aos Estados Unidos a bordo de um avião Gulfstream G400, de matrícula LV-JQW, pertencente à empresa Baires Fly S.A”, informa o site.

Dados da plataforma de monitoramento aéreo FlightRadar24 indicam que a aeronave decolou de Buenos Aires com destino a Puerto Iguazú, pousando no local às 23h45 no horário de Brasília. Os registros apontam que o jato não decolou daquela localidade desde então, permanecendo incerto se o parlamentar de fato integrou o voo ou se utilizou outro meio de transporte para prosseguir viagem.

Ausência de registros migratórios oficiais

Durante a manhã, autoridades de imigração do governo argentino esclareceram que não constavam registros oficiais de entrada do senador em território argentino.

O dado está alinhado com informações obtidas junto à Polícia Federal, indicando a inexistência de registros de trânsito do político em postos regulares de controle migratório no Brasil.

Ordem do STF e investigações em curso

A polêmica ocorre após determinação emitida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, na noite de domingo (25), exigindo a entrega dos passaportes do parlamentar. O prazo estipulado expirou às 11h de terça-feira (27) sem que a ordem fosse cumprida.

A medida judicial faz parte de um inquérito que apura supostos crimes de lavagem de dinheiro envolvendo o senador e o advogado Willer Tomaz, através de empresas ligadas a bets. Ambos reconhecem a amizade, mas rechaçam a existência de sociedade empresarial e negam qualquer conduta irregular.

Paralelamente, o filho do ex-presidente é alvo de outra investigação conduzida pela Polícia Federal, focada na apuração de possíveis delitos ligados ao financiamento da produção cinematográfica do filme “Dark Horse”.

Fonte: G1 - Política