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Caderno Mercado

Receita paga R$ 41 bilhões em restituições e orienta quem caiu na malha fina

Receita paga R$ 41 bilhões em restituições e orienta quem caiu na malha fina

A Receita Federal injetou mais de R$ 41 bilhões no pagamento das restituições do Imposto de Renda, beneficiando 25,9 milhões de cidadãos em uma marca histórica para o Fisco. Quase a totalidade de quem possuía valores a receber foi contemplada logo no primeiro repasse. Além disso, o órgão implementou uma novidade financeira expressiva: o cashback do Imposto de Renda, que devolveu R$ 460 milhões a 3,4 milhões de pessoas que haviam ficado fora da declaração no ciclo anterior.

Como regularizar a situação fiscal

Para os contribuintes que acabaram retidos na malha fina, o cenário conta com diretrizes amparadas pelo Código de Defesa do Contribuinte. Cerca de 498,5 mil pessoas, o equivalente a 1,25% dos declarantes elegíveis para a restituição, foram notificadas por meio do Projeto Cartas. A iniciativa tem caráter exclusivamente educativo e preventivo, focado em apontar falhas simples sem aplicação de punições imediatas.

Ao realizar a correção dos dados e enviar a declaração retificadora, o cidadão passa a integrar a fila dos lotes extras de pagamento, respeitando as prioridades legais vigentes. É fundamental destacar que a entrega de um documento retificador anula integralmente a versão enviada anteriormente, passando a valer apenas a última transmissão analisada pelo Fisco.

Passo a passo para enviar a declaração retificadora

O processo de correção deve ser feito diretamente no programa oficial do IR no computador, selecionando a opção de retificação e informando o número do recibo original na aba de identificação. Após ajustar as informações incorretas, o contribuinte deve verificar as pendências, inserir os dados bancários ou chave Pix atualizados e realizar a nova transmissão.

Ordem de prioridade e deduções legais

A fila de liberação dos recursos obedece a critérios rigorosos estabelecidos por lei. A prioridade máxima é destinada aos idosos com 80 anos ou mais, seguidos por idosos com 60 anos ou mais, pessoas com deficiência e portadores de moléstia grave. Em seguida, aparecem os profissionais cuja principal fonte de renda seja o magistério, os contribuintes que utilizaram a declaração pré-preenchida combinada com o recebimento via Pix, e por fim os demais cidadãos.

Para maximizar o valor a receber ou diminuir o imposto devido, o contribuinte pode recorrer a deduções permitidas pela legislação. Gastos com saúde não possuem teto limite desde que devidamente comprovados, enquanto despesas com educação possuem teto anual de R$ 3.561,50 por pessoa. Também são abatidos os valores destinados ao INSS, previdência privada (PGBL), pensão alimentícia e a dedução fixa por dependente, fixada em R$ 2.275,08 no ano.

O Fisco ressalta que o prazo limite para a transmissão de retificações é de cinco anos, mesmo período que o governo possui para revisar as contas do cidadão. O cuidado com a documentação comprobatória e a revisão minuciosa de cada dado evitam novos tropeços na malha fina e garantem o recebimento célere dos valores devidos.

Fonte: Folha - Mercado