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Caderno Mercado

Lula encerra ciclo eleitoral e promete mandato histórico no Maranhão

Lula encerra ciclo eleitoral e promete mandato histórico no Maranhão

Durante agenda de campanha realizada no Maranhão nesta terça-feira (20), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou que esta é sua última disputa pela Presidência da República e garantiu que pretende transformar um eventual novo mandato em um período “histórico”. Aos 80 anos, o petista concorre pela sétima vez ao cargo e já havia sinalizado anteriormente que não buscaria um quinto mandato após a gestão atual.

“Essa é a minha última campanha para presidente da República, última campanha. E esse mandato quero que seja histórico”, afirmou Lula.

Propostas educacionais e econômicas para o país No palanque, o candidato detalhou que pretende ampliar o programa Pé-de-Meia e lançar uma modalidade voltada especificamente para universitários de instituições públicas e do ProUni. A promessa é oferecer um benefício mensal de R$ 700 durante dez meses, além de um depósito anual de R$ 2,5 mil a partir de 2027, caso seja reeleito. O chefe do Executivo também mencionou o foco na geração de empregos e no estímulo às indústrias digital, verde e criativa.

Ainda em São Luís, Lula antecipou medidas econômicas e sociais de impacto para a reta final da disputa. Ele confirmou a sanção, prevista para esta quarta-feira (21), do projeto aprovado pelo Senado que amplia o teto de faturamento e concede anistia total aos inadimplentes da categoria de microempreendedores individuais.

“Amanhã [quarta] eu vou sancionar a lei de perdão da dívida do MEI. São 4 milhões de pessoas que tinham dívida ativa na União. Nós resolvemos anistiar para limpar o nome dessas pessoas no Serasa e poderem começar uma vida nova”, afirmou Lula.

Apoiadores e transporte público O comício na capital maranhense também foi marcado por recados políticos e menções a recentes conquistas legislativas, como a promulgação da Proposta de Emenda à Constituição que acaba com a escala de trabalho 6×1. O presidente reforçou o otimismo com o pleito e agradeceu a recepção popular.

“Quero agradecer por essa manifestação. Saio daqui convencido que vamos dar novamente uma surra nos bolsonaristas.”

O petista ainda reiterou a defesa pela gratuidade no transporte coletivo aos finais de semana e afirmou que seguirá intensificando a mobilização eleitoral até o dia da votação, marcada para o próximo domingo (25).

“Eu saio daqui e vou para Juazeiro, Petrolina, e só vamos parar no dia 25 de outubro, quando o 13 sair vitorioso nas urnas”, declarou.

Batalha de sigilos contra adversário Outro ponto central do discurso foi o desafio lançado ao seu oponente no segundo turno, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Lula protocolou documentos no Tribunal Superior Eleitoral e no Supremo Tribunal Federal autorizando a devassa de seus dados financeiros, fiscais e telefônicos — assim como os de familiares, incluindo a esposa Janja —, condizente à exigência de que o rival adote a mesma postura.

“Meus advogados estão lá em Brasília, no Tribunal Superior Eleitoral, entregando um documento meu pedindo a quebra do sigilo bancário e telefônico e exigindo que o Flávio Bolsonaro faça o mesmo. O meu, dos meus filhos e da Janja”, afirmou Lula.

“E que ele faça também da família dele. Até do pai dele que está preso. E ele entre na Justiça autorizando quebrar o sigilo, porque eu estou disposto a que a sociedade brasileira saiba quem é que é ladrão neste país, quem é que é corrupto. Eu quero ver se ele tem coragem de abrir o sigilo bancário dele”, completou.

A polêmica ganhou força após o debate promovido pela Band no último domingo (18), quando o parlamentar opositor alegou não ter “absolutamente nada a esconder”, sem contudo confirmar o aval para a abertura de seus registros.

Fonte: G1 - Política