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Caderno Mercado

Âmbar Energia investe R$ 59 milhões em usina híbrida no Amazonas

Âmbar Energia investe R$ 59 milhões em usina híbrida no Amazonas

Uma planta termelétrica localizada no interior do Amazonas passou por um processo de modernização liderado pela Âmbar Energia, empresa que pertence à holding J&F. O aporte financeiro totalizou R$ 59 milhões com o objetivo de adaptar a estrutura para funcionar de maneira combinada entre gás natural e energia solar, conforme divulgado pela companhia.

Integração entre fontes limpas e fósseis

A instalação situada no município de Codajás conta com 5,4 megawatts de capacidade e está sendo conectada a uma nova estrutura fotovoltaica que possui capacidade de 9,7 megawatts-pico. A finalização de todo o escopo do projeto está programada para o mês de dezembro.

O modelo operacional adotado prevê que as placas solares supram grande parte da demanda energética durante os períodos diurnos. Dessa forma, o consumo de gás natural diminui consideravelmente durante o dia, ficando reservado sobretudo para a geração de eletricidade no período noturno.

Atendimento aos sistemas isolados da região

A iniciativa representa a primeira experiência no estado amazônico a combinar luz solar e gás para o suprimento de comunidades que integram os chamados sistemas isolados. Essas localidades ficam à margem do Sistema Interligado Nacional e dependem quase integralmente da queima de combustíveis em usinas locais.

“Codajás depende exclusivamente da energia gerada na própria cidade. Com o sol e o gás trabalhando juntos, a usina ganha uma camada extra de segurança. Isso é decisivo em um lugar onde qualquer insumo leva horas de barco para chegar”, declarou Fábio Tales Bindemann, diretor de operações da Âmbar Energia.

Sustentabilidade e novas tecnologias

As projeções elaboradas pela companhia apontam que a integração da geração fotovoltaica será capaz de impedir o lançamento de aproximadamente 10 mil toneladas de dióxido de carbono na atmosfera anualmente.

Além do ganho ambiental, a unidade de Codajás funcionará como um polo experimental para estudos e inovações da empresa. Entre as possibilidades analisadas está a implementação de ferramentas de inteligência artificial para otimizar a alternância automática entre as matrizes solar e a gás ao longo das horas.

Fonte: Folha - Mercado