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Caderno Mercado

Ibovespa recua aos 167 mil pontos e dólar sobe com mercado atento ao emprego

Ibovespa recua aos 167 mil pontos e dólar sobe com mercado atento ao emprego

O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, opera em queda nesta sexta-feira (30), com um recuo de 0,73% perto das 10h40, aos 167.965 pontos. Já o dólar tinha alta de 0,84% no mesmo ho´rario, cotado a R$ 5,4329.

Indicadores de emprego e cenário político

Investidores avaliam novos dados de emprego no Brasil, em meio aos sinais de desaceleração na economia brasileira. Além disso, o mercado também segue à espera de uma definição para a nova equipe econômica de Lula (PT). Novos indicadores de atividade nos Estados Unidos também ficam no radar.

A taxa de desemprego ficou em 5,2% no terceiro trimestre deste ano. O indicador, divulgado nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra um mercado de trabalho ainda resiliente, mesmo em meio aos sinais de desaceleração da economia no país.

No cenário político, a busca pela definição da nova equipe econômica de Lula (PT) segue no radar. Isso porque os nomes escolhidos devem ajudar a dar o tom sobre o futuro das contas públicas, em meio à pressão de investidores e empresários por um reajuste fiscal por parte do governo. Possíveis nomes para as vagas abertas na diretoria do Banco Central também ficam no centro das atenções.

Cenário internacional e desempenho dos ativos

A agenda econômica ainda conta com uma série de indicadores americanos. Na véspera, o Índice de Preços de Despesas de Consumo Pessoal (PCE) subiu 0,5% em setembro, em meio à alta da gasolina e de outros bens, enquanto a economia americana cresceu mais do que o esperado no terceiro trimestre. Os dados reforçam a expectativa de uma nova alta de juros na próxima reunião do Fed.

No mercado de câmbio, o dólar registra os seguintes números: Acumulado da semana: +7,90%; Acumulado do mês: +4,12%; Acumulado do ano: -1,85%.

Enquanto isso, o Ibovespa apresenta o seguinte desempenho: Acumulado da semana: -17,50% Acumulado do mês: -9,20%; Acumulado do ano: +5%.

Os próximos passos da reforma tributária

O TCU aprovou na quarta-feira (28) uma proposta para que a alíquota de referência da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), novo tributo aprovado no âmbito da reforma tributária sobre o consumo, seja de 11,3% em 2027.

O valor será encaminhado ao Congresso Nacional, que poderá concordar ou não. Caberá ao Senado fixar o valor final da alíquota, que será cobrada a partir de 2027, até 15 de dezembro.

Além da CBS, haverá a cobrança transitória do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) com uma alíquota total de 0,1% em 2027 e 2028, dividida entre estados (0,05%) e municípios (0,05%). Essa alíquota começa a subir gradualmente a partir de 2029.

Com a reforma tributária, os tributos sobre o consumo passarão a seguir o modelo de Imposto sobre Valor Agregado (IVA), adotado em grande parte do mundo, com cobrança não cumulativa. Isso significa que o imposto será recolhido em cada etapa da cadeia produtiva, mas as empresas poderão descontar os tributos pagos nas fases anteriores.

Por exemplo: se o IVA for de 20%, um produto vendido ao consumidor final por R$ 100 terá imposto, que, ao final da cadeia, totalizará R$ 20, após os mecanismos de crédito e compensação entre os diferentes empresas da produção e comercialização.

Outro ponto de atenção fica com a aprovação, por parte do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), da atualização anual das alíquotas do ICMS sobre gasolina, diesel e gás de cozinha.

Bolsas globais e fechamento na Ásia

Na Ásia, as ações chinesas fecharam em queda nesta sexta-feira, registrando a maior perda mensal desde o início de 2016, à medida que uma onda global de venda de ações do setor de inteligência artificial pesou sobre os ânimos do mercado.

O SSEC, Índice de Xangai, e o CSI300, que reúne grandes empresas chinesas, caíram 1,4%. No Japão, o Nikkei recuou 2,12% e o Kospi, da Coreia do Sul, desvalorizou 3,48%. O Hang Seng, de Hong Kong, teve ganhos de 1,5%, fechando o panorama misto dos mercados internacionais.

Fonte: G1 Economia