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Caderno Mercado

Desemprego cai para 5,2% no terceiro trimestre e atinge menor marca desde 2012

Desemprego cai para 5,2% no terceiro trimestre e atinge menor marca desde 2012

O mercado de trabalho brasileiro registrou uma marca histórica entre julho e setembro. A taxa de desocupação recuou para 5,2%, configurando o menor índice para o terceiro trimestre desde o início da série histórica em 2012, conforme apontam os novos indicadores econômicos.

Retração na desocupação e avanço das vagas

O resultado representa uma melhora em relação aos períodos anteriores. O indicador havia ficado em 5,4% nos três meses imediatamente anteriores e alcançado 5,6% no mesmo período do ano passado. Os dados oficiais foram compilados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, a Pnad Contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

Com essa movimentação positiva, o contingente de pessoas sem trabalho caiu para 5,6 milhões. Esse volume representa uma retração de 4% em relação ao trimestre encerrado em junho, o que significa 234 mil indivíduos a menos na situação de desocupação. Na comparação anual com os 6 milhões de desocupados do ano anterior, a baixa foi de 6,9%.

Recorde histórico na população ocupada

O número de pessoas que encontrou trabalho subiu para 103,6 milhões, estabelecendo o maior patamar já documentado pelo IBGE para essa estatística. O avanço foi de 0,6% frente ao trimestre anterior e de 1,2% na leitura anual.

O índice que mede a proporção de pessoas trabalhando em relação à idade ativa atingiu o patamar inédito de 59%. Enquanto houve um acréscimo de 0,2 ponto percentual na comparação trimestral, o indicador manteve-se estável contra o mesmo intervalo do ano anterior.

Panorama da informalidade e dos ganhos

O levantamento estatístico detalhou ainda o comportamento do mercado informal, que abrangeu 37,5% da força de trabalho. Esse percentual equivale a um total de 38,8 milhões de empregados na informalidade, mostrando estabilidade estatística em relação aos períodos anteriores analisados.

No quesito remuneração, o rendimento médio habitual de todas as ocupações situou-se em R$ 3.790, mantendo estabilidade no recorte trimestral mas apresentando expansão de 3,6% em doze meses. Como resultado desse cenário, a massa total de rendimentos saltou para R$ 387,5 bilhões, estabelecendo outro recorde histórico na economia nacional.

Fonte: Agencia Brasil