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Caderno Mercado

Trump aceita cúpula com China e Rússia para tratar de armas nucleares

Trump aceita cúpula com China e Rússia para tratar de armas nucleares

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta segunda-feira (19) que aceita participar de uma cúpula conjunta com os presidentes da China, Xi Jinping, e da Rússia, Vladimir Putin. O foco principal da eventual negociação seria o desarmamento nuclear global.

Negociações bilaterais e regionais O líder americano destacou que sua presença no evento dependerá da confirmação do colega chinês. Essa articulação diplomática ocorre paralelamente a um momento de forte tensão entre Washington e Kiev, acentuada após o anúncio da Casa Branca sobre a revogação de sanções econômicas aplicadas contra Moscou.

A posição do Kremlin sobre o encontro Anteriormente, o governo russo indicou que a cúpula entre Putin, Trump e Xi poderia ocorrer durante o fórum da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec), agendado para novembro em território chinês.

O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, comentou o assunto após ser questionado sobre uma reportagem do jornal americano “The Wall Street Journal”. Segundo o veículo, Putin teria proposto a reunião para discutir formas de encerrar a guerra na Ucrânia.

O porta-voz também afirmou que um acordo de paz definitivo dependerá da participação de representantes ucranianos dispostos a assumir a responsabilidade pelo entendimento.

Peskov disse que os Estados Unidos continuam atuando como mediadores nas negociações para encerrar a guerra e que Moscou valoriza os esforços americanos.

Reações e o futuro do conflito Em contrapartida, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky foi aconselhado por Trump a buscar outros interlocutores para tentar cessar os combates.

O ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, criticou a possibilidade de um encontro entre os três líderes. Para ele, uma reunião com representantes da Ucrânia, dos Estados Unidos e da Rússia poderia ajudar a encerrar a guerra mais rapidamente. Já um encontro entre os presidentes russo, americano e chinês teria o efeito contrário e incentivaria Putin a continuar o conflito, afirmou em uma publicação na rede social X.

Enquanto autoridades russas apontam que a ideia foi debatida mas carece de propostas formais, o cenário geopolítico internacional segue incerto diante das divergências entre os governos envolvidos no conflito do Leste Europeu.

Fonte: Mundo