Ministério da Agricultura confirma foco da doença de Newcastle em granja de perus em SC
O governo federal confirmou um foco da doença de Newcastle em uma granja de criação comercial de perus localizada no município de Nova Itaberaba, na região Oeste de Santa Catarina. A confirmação foi anunciada pelo ministro André de Paula durante coletiva de imprensa realizada nesta segunda-feira (19).
Isolamento da propriedade e barreiras sanitárias O local afetado abriga cerca de 6.000 animais e teve as atividades totalmente paralisadas. Equipes técnicas iniciaram os protocolos para eliminar o foco na propriedade e passarão a monitorar outros estabelecimentos situados nas redondezas.
“O estabelecimento foi interditado pelo Serviço Veterinário Oficial, com suspensão da movimentação de aves. As medidas de controle, contenção e erradiction do foco serão executadas conforme as diretrizes do Plano de Contingência para Influenza Aviária e Doença de Newcastle”, declarou o ministério responsável por meio de nota oficial.
Segurança alimentar e garantias do setor produtivo Apesar das restrições impostas na região produtiva, as autoridades sanitárias asseguram que os alimentos comercializados mantêm sua integridade para a população. A Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina reforçou que a comercialização de carne e ovos com selos de inspeção oficial continua totalmente livre de riscos, podendo ser identificada pelas siglas SIM, SIE ou SIF nas embalagens.
Ent entidades do setor avícola também se pronunciaram em conjunto, pontuando que a situação está restrita ao ambiente de criação. “A ocorrência não apresenta manifestação clínica”, afirmaram em comunicado oficial a Associação Brasileira de Proteína Animal, a Associação Catarinense de Avicultura e o Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados do Estado de Santa Catarina.
As mesmas entidades reforçaram ainda que “a ABPA, a ACAV e o Sindicarne-SC enfatizam que essa é uma questão de sanidade animal, restrita ao âmbito da produção, e não de segurança dos alimentos. Ou seja: não há qualquer relação ou risco no consumo do produto. Trata-se de uma ocorrência sanitária que demanda medidas no ambiente produtivo”.
Próximos passos e transparência internacional O caso será formalmente comunicado à Organização Mundial da Saúde Animal e aos parceiros internacionais que importam carne do Brasil. Novas atualizações sobre o avanço das barreiras sanitárias e das investigações epidemiológicas deverão ser divulgadas pelas autoridades nos próximos dias.
Fonte: G1 Economia