Lula planeja criar Ministério do Idoso para atender terceira idade
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tomou a decisão de criar o Ministério do Idoso com foco em seu quarto mandato. Informações de bastidores apontam que assessores diretos do chefe do Executivo já mantêm contato com especialistas da área para desenhar uma estrutura voltada à atenção integral, englobando saúde, amparo social e salvaguarda desse segmento populacional.
Articulação com instituições acadêmicas Para fundamentar a criação da nova pasta, o grupo de apoio presidencial busca absorver a expertise acumulada pela Universidade Aberta da Terceira Idade, projeto vinculado ao Núcleo do Envelhecimento Humano da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.
Possíveis nomes para a chefia da pasta No cenário de articulação política, o médico e ex-deputado federal Alexandre Cardoso surge como um dos favoritos para assumir o comando do ministério. Cardoso acumula passagens pela Secretaria de Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro durante a gestão de Sérgio Cabral e atualmente desenvolve iniciativas voltadas à inclusão digital e social dos idosos.
O peso da terceira idade nas urnas Durante seu discurso de vitória, realizado na noite de domingo (25), o petista fez questão de externar gratidão pelo apoio expressivo dos eleitores idosos. O mandatário destacou que uma parcela significativa desse público compareceu aos locais de votação de maneira voluntária, visto que o voto deixa de ser obrigatório para cidadãos com mais de 70 anos.
Reconhecimento público As comemorações do aniversário de 81 anos do presidente, celebradas nesta terça-feira (27), contaram com a presença de representantes da terceira idade. Na ocasião, o político voltou a enaltecer a participação dessa parcela da população no processo eleitoral.
“Eu estava vendo o vídeo dos velhinhos votarem. Eu, sinceramente, acho que foi a imagem mais forte e humana que já vi em uma eleição”, disse.
A movimentação para instituir a nova pasta reforça a estratégia da gestão federal de estreitar laços com o eleitorado sênior e institucionalizar políticas públicas específicas para o envelhecimento da população brasileira.
Fonte: G1 Economia