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Caderno Mercado

Microsoft supera Wall Street com alta de 19% na receita e ações sobem

Microsoft supera Wall Street com alta de 19% na receita e ações sobem

As ações da Microsoft registraram valorização de aproximadamente 4% durante as negociações posteriores ao fechamento do mercado nesta quarta-feira (28). O movimento foi motivado por um balanço financeiro acima das projeções de Wall Street, impulsionado principalmente pelo avanço da computação em nuvem e pelo apetite corporativo por ferramentas de inteligência artificial.

Crescimento expressivo no trimestre

No período de três meses encerrado em 30 de setembro, a companhia reportou uma expansão de 19% em sua receita, totalizando US$ 92,3 bilhões (equivalentes a R$ 493,1 bilhões). O montante superou a expectativa média do mercado financeiro, que aguardava faturamento de US$ 90,6 bilhões (R$ 484,2 bilhões).

O principal motor desse desempenho foi a divisão de computação em nuvem Azure, cuas vendas alcançaram US$ 33,2 bilhões (R$ 177,4 bilhões). O número representa um salto de 48% em comparação com os US$ 22,4 bilhões (R$ 119,6 bilhões) anotados no mesmo ciclo do ano anterior, superando o prognóstico dos analistas, que era de US$ 32,3 bilhões (R$ 172,6 bilhões).

Investimentos em infraestrutura e lucro líquido

Para sustentar o ritmo de expansão tecnológica, a empresa e suas principais rivais do setor continuam aplicando centenas de bilhões de dólares na construção de data centers. Essa infraestrutura é considerada indispensável para processar e estruturar os modelos avançados de tecnologia.

O lucro líquido da organização avançou 32% na comparação anual, atingindo US$ 36,6 bilhões (R$ 195,6 bilhões). Paralelamente, os dispêndios de capital somaram US$ 45,2 bilhões (R$ 243,2 bilhões) no trimestre, ficando abaixo das previsões iniciais dos acionistas.

Gestão de pessoal e despesas operacionais

Como parte de sua estratégia para enxugar despesas administrativas e otimizar o orçamento, a companhia comunicou na última segunda-feira (26) a disponibilização de pacotes de demissão voluntária voltados a até 60 mil colaboradores. A iniciativa atinge trabalhadores localizados nos Estados Unidos, no Canadá, no Reino Unido e na Índia.

Com essas movimentações estratégicas, o quadro geral de colaboradores da empresa apresentou queda de 2% frente ao ano passado. Por fim, a carteira de contratos futuros firmados para locação de capacidade em centros de dados teve um recuo sutil, passando de US$ 678 bilhões (R$ 3,65 trilhões) no trimestre antecedente para US$ 677 bilhões (R$ 3,64 trilhões) no período atual.

Fonte: Folha - Mercado