Flávio Bolsonaro viaja para os Estados Unidos após derrota eleitoral e ordem de entrega de passaporte do STF
O senador Flávio Bolsonaro recebeu autorização do governo americano para permanecer por um ano em território norte-americano, conforme apontam os registros do sistema da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos. Os dados indicam que o parlamentar foi admitido sob o código de entrada temporária “DT”, com permanência autorizada até outubro de 2027.
Entrada nos Estados Unidos e passaporte cancelado A viagem ocorreu após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinar o cancelamento dos passaportes do senador e fixar um prazo de 24 horas para a entrega de documentos de outras nacionalidades, exigência que não foi cumprida. Na chegada a Miami, Flávio Bolsonaro desembarcou acompanhado da esposa e das filhas, utilizando um passaporte italiano obtido em 2023.
A rota da saída do Brasil O trajeto para deixar o país envolveu o cruzamento da fronteira terrestre com a Argentina na noite de terça-feira, próximo a Foz do Iguaçu. De Puerto Iguazú, a família embarcou em uma aeronave particular que evitou o espaço aéreo brasileiro, realizou uma escala no Equador e pousou no aeroporto executivo de Opa-locka, na Flórida.
Investigações e alerta da Polícia Federal A saída do país aconteceu em meio a inquéritos em andamento na Polícia Federal, que investiga o senador por supostos crimes de lavagem de dinheiro envolvendo empresas e apostas esportivas, além de apurações sobre o financiamento de uma produção cinematográfica. Antes da viagem, a corporação havia alertado o STF sobre riscos concretos de fuga, destacando manifestações públicas de familiares sobre a possibilidade de deixar o Brasil em caso de derrota nas urnas.
No pedido encaminhado ao Supremo Tribunal Federal, a Polícia Federal citou o posicionamento de aliados políticos sobre o tema.
“Em entrevista concedida recentemente nos Estados Unidos, EDUARDO BOLSONARO, irmão do Senador FLÁVIO BOLSONARO, defendeu publicamente que este deixe o país caso não obtenha êxito no pleito eleitoral. Cabe recordar que EDUARDO BOLSONARO foi recentemente condenado pelo crime de coação no curso do processo”, registrou a corporação.
Fonte: G1 - Política