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Caderno Mercado

Franquia de doces aposta em vending machines após crise de funcionários

Franquia de doces aposta em vending machines após crise de funcionários

A rede brasileira de franquias Le Petit Macarons encontrou nas máquinas de autoatendimento uma alternativa estratégica para contornar a escassez de colaboradores no varejo, registrando um aumento expressivo na procura por esses equipamentos por parte dos franqueados.

Estratégia contra a escassez de equipe

Fundada por Roger Righi Coelho e sua sócia e esposa, Valquiria De Marco, a marca iniciou os testes com quatro equipamentos automáticos em 2025. Diante da dificuldade crônica em contratar atendentes para quiosques, que tradicionalmente servem como porta de entrada para o mercado de trabalho, a direção optou por investir na tecnologia.

A necessidade de automação ganhou ainda mais força após a aprovação do fim da escala 6×1. Enquanto a média anterior era de uma negociação semanal para novos equipamentos, o ritmo mudou drasticamente: “Nas duas semanas após a aprovação [do fim da escala 6×1] entraram cinco pedidos de máquinas para nós”, aponta o executivo. Para justificar a busca por soluções práticas, ele resume a filosofia adotada: “Ou você fica chorando ou dá jeito de vender lenço”.

Impacto financeiro e operação das máquinas

Enquanto um modelo tradicional de quiosque exige pelo menos três colaboradores e custos elevados de locação — estimados em cerca de R$ 7.000 —, a operação automatizada demanda apenas uma pessoa para o reabastecimento periódico (ou o próprio franqueado) e aluguéis reduzidos na faixa de R$ 1.000. Com isso, a margem líquida dos equipamentos varia entre 30% e 40%, superando em alguns casos o lucro final de uma unidade física convencional, cujo retorno costuma ficar em torno de 10%.

Apesar do avanço tecnológico, a empresa descarta a substituição total das lojas físicas. Os testes demonstraram que a presença das máquinas nas proximidades estimula o consumo geral, atraindo novos públicos que buscam agilidade na compra de presentes ou embalagens com sabores pré-selecionados. O cliente que consome na vending machine muitas vezes recorre posteriormente ao quiosque em busca de novidades específicas.

Projeções e planos internacionais

Atualmente contando com 28 unidades entre lojas e quiosques pelo país, a franqueadora projeta fechar o ano com 30 máquinas instaladas e alcançar a marca de cem equipamentos até 2027. No aspecto financeiro, o faturamento consolidado — somando fábrica e pontos de venda — apresentou um avanço de 13,08% em 2025 frente a 2024, com uma meta de expansão fixada em 16,12% para o próximo ciclo. Além disso, a marca já articula a abertura de sua primeira operação internacional no próximo ano, com desembarque previsto nos Estados Unidos, mercado onde o modelo de venda automática é amplamente consolidado.

Fonte: Folha - Mercado