Dia de Finados em Aracaju reúne visitantes em cemitérios com missas
O Dia de Finados em Aracaju foi marcado por intensa movimentação nesta segunda-feira (2). Amigos e familiares se deslocaram aos cemitérios da capital sergipana para prestar homenagens aos entes queridos por meio de orações, velas e coroas de flores.
Programação religiosa nos cemitérios
A data possui forte apelo espiritual e é tratada com solenidade pela instituição religiosa local. A Arquidiocese de Aracaju preparou uma agenda especial de missas distribuídas por diversos campos-santos da cidade ao longo de todo o período.
O padre Flávio Roberto, da Paróquia Santa Rita de Cássia, explicou o significado da data para a comunidade católica. “É um dia para homenagear os que já se foram não apenas com saudade, mas lembrar que a vida continua após a morte”, declarou.
Comércio de flores e memórias pessoais
Enquanto o público prestava suas reverências, o setor de comércio informal registrou alta procura por arranjos florais nas entradas dos cemitérios. Para quem comercializa os produtos, a data também representa um momento de recordação pessoal.
Suzan Kelly de Barros atua no ramo há uma década e montou sua estrutura com cerca de 70 arranjos em frente ao Cemitério da Cruz Vermelha, localizado no Bairro Getúlio Vargas, na Zona Oeste de Aracaju. Após zerar o estoque, ela mesma se direciona aos túmulos de seus parentes no local.
“As pessoas vêm homenagear seus parentes e depois é a hora dos meus. Hoje é um dia de muita saudade para todos, seja para quem vem comprar ou para quem tá vendendo como eu”, disse Suzan.
Diferentes formas de lidar com a data
A rotina intensa do feriado faz com que alguns profissionais precisem adiar as próprias visitas aos túmulos para focar integralmente no atendimento aos clientes.
O comerciante Laelson Santos possui 39 anos de experiência na venda de flores e atua há 11 anos no mesmo cemitério da capital. Ele prefere concentrar os esforços no trabalho comercial durante o feriado e reservar outra ocasião para as homenagens particulares.
“São 39 anos vendendo flores, há 11 estou aqui nesse cemitério. Além de priorizar as vendas, eu priorizo os outros que hoje têm mais tempo para homenagear seus parentes. A morte deixa uma saudade que não cura com os anos. Essa é uma forma de amenizar um pouco dessa dor”, falou.
A data reforça o vínculo entre a tradição de honrar a memória de quem partiu e as histórias de vida daqueles que trabalham nos arredores dos cemitérios da cidade.
Fonte: SERGIPE