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Caderno Mercado

Eleições nos EUA: americanos votam em pleito crucial para Trump

Eleições nos EUA: americanos votam em pleito crucial para Trump

Os Estados Unidos iniciaram nesta terça-feira (3) as eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms, com mais de 50 milhões de votos já computados de forma antecipada. O pleito é decisivo para o governo do presidente Donald Trump e vai renovar integralmente a Câmara dos Representantes, além de um terço do Senado.

Cargos em disputa e cenários legislativos A votação envolve todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes, 35 dos 100 assentos do Senado e 36 governos estaduais. As projeções apontam o Partido Democrata como favorito para assumir o controle da Câmara, enquanto a disputa pelo Senado segue indefinida, com vantagem estreita para a oposição.

O impacto para o governo atual As eleições de meio de mandato funcionam tradicionalmente como um referendo sobre a gestão em exercício. Com uma taxa de aprovação próxima de sua mínima histórica, marcando 32%, o presidente Trump busca preservar a maioria republicana no Congresso para evitar entraves na aprovação de sua agenda legislativa nos próximos dois anos.

Regras e particularidades do pleito Diferente do Brasil, o sistema americano descentraliza a apuração, que varia conforme o fuso horário e as regras de cada estado. Enquanto a Câmara distribui cadeiras com base na população dos distritos, o Senado garante duas vagas por estado, totalizando 100 membros. A contagem dos votos pode se estender por dias, principalmente devido ao volume de cédulas enviadas pelo correio.

Financiamento recorde e mobilização financeira A disputa eleitoral de 2026 é apontada como a mais cara da história norte-americana, ultrapassando a marca de US$ 15 bilhões em arrecadação. Enquanto os democratas lideraram a captação direta em diversas corridas senatoriais, com forte apoio de figuras como Michael Bloomberg, os republicanos contam com robustas reservas externas impulsionadas por grandes doadores, incluindo o empresário Elon Musk.

Fonte: Mundo