Ações da oracle disparam após projeções financeiras otimistas para IA
As ações da Oracle registraram uma valorização de 12% nesta quarta-feira (28), impulsionadas por novas projeções de longo prazo apresentadas aos investidores. A companhia de banco de dados de Larry Ellison detalhou expectativas de fluxo de caixa livre superior às previsões iniciais e um endividamento moderado, acalmando Wall Street em relação aos custos de sua expansão tecnológica.
Metas financeiras reveladas em Las Vegas
Durante o encontro anual com acionistas realizado em Las Vegas, a diretora financeira da Oracle, Hilary Maxson, informou que a corporação projeta alcançar um fluxo de caixa livre de US$ 30 bilhões (R$ 160,4 bilhões) até o encerramento do ano fiscal de 2029. O mercado financeiro, respaldado por levantamentos da S&P Visible Alpha, trabalhava com a estimativa de que a empresa manteria o fluxo de caixa livre em patamares negativos até o período seguinte.
Investimentos e estratégia em inteligência artificial
A executiva destacou que os desembolsos de capital devem atingir o pico até 2028, permitindo que a partir de 2029 a expansão da empresa seja sustentada por recursos próprios. Além disso, a estratégia de inteligência artificial prevê a captação de no máximo US$ 20 bilhões (R$ 106,9 bilhões) adicionais até 2030, divididos meio a meio entre emissão de novas ações e captação de dívida.
Reação do mercado de renda fixa e nuvem
No mercado de renda fixa, os papéis da companhia também fecharam em alta no mesmo dia, refletindo o alívio dos credores. A transição da empresa do setor de softwares corporativos para o mercado de data centers — competindo diretamente com gigantes como Amazon e Google no atendimento a clientes como a OpenAI — tem gerado volatilidade e pressão sobre os papéis.
Desafios operacionais e infraestrutura energética
Apesar do otimismo recente com as metas financeiras e do plano de entregar sete gigawatts de capacidade em data centers ao longo dos próximos dois anos, a corporação lida com gargalos operacionais. Diversos empreendimentos enfrentam moras na obtenção de licenças e na execução das obras, a exemplo de notificações de força maior enviadas a parceiros no Novo México, além de entraves energéticos em Wisconsin e oposição de moradores em Michigan.
Fonte: Folha - Mercado