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Caderno Mercado

Flávia Saraiva é a 12ª no individual geral do Mundial de ginástica

Flávia Saraiva é a 12ª no individual geral do Mundial de ginástica

As ginastas brasileiras Flavia Saraiva e Lorrane Oliveira alcançaram a 12ª e a 21ª colocação, respectivamente, na decisão do individual geral do Mundial de ginástica artística ocorrido nesta sexta-feira (23), em Roterdã, na Holanda.

Desempenho no individual geral Na disputa que engloba apresentações nas barras assimétricas, na trave, no solo e no salto, o topo do pódio ficou com a americana Skye Blakely, que levou o ouro. A prata foi conquistada pela russa Liudmila Roshchina, enquanto a chinesa Qinqin Ke ficou com o bronze. Durante a fase classificatória, Flávia havia avançado com a 12ª melhor nota, ao passo que Lorrane registrou a 22ª avaliação dos jurados.

Notas detalhadas das brasileiras Nas performances desta sexta-feira, as atletas obtiveram as seguintes pontuações: no solo, 13,200 para Flávia e 13,110 para Lorrane; nas barras assimétricas, 13,300 e 13,700; na trave, 13,233 e 11,066; e, por fim, 13,066 para ambas na prova do salto.

Histórico e medalhas olímpicas Esta marcou a sexta vez que Flávia Saraiva chega à final do individual geral em Mundiais, sendo seu recorde a 6ª posição obtida em 2017, em Montreal, no Canadá. Lorrane Oliveira retornou a uma decisão global após sua estreia em 2015, quando terminou em 18º lugar em Glasgow, na Escócia. Ambas integraram a equipe que faturou o bronze histórico por equipes nos Jogos Olímpicos de Paris, ao lado de Rebeca Andrade, Jade Barbosa e Júlia Soares.

Próximos compromissos na competição A agenda do Mundial continua com Flávia disputando a final da trave neste domingo (25), a partir das 10h (horário de Brasília), com transmissão do SporTV2. Ela garantiu a terceira melhor nota na classificatória e venceu o aparelho na etapa húngara da Copa do Mundo em setembro. Já Rebeca Andrade compete neste sábado (24), às 9h, na final do salto, aparelho em que é bicampeã mundial (Kitakyushu 2021 e Antuérpia 2023) e pela qual passou com a liderança das notas.

A trajetória de Rebeca Andrade Dona de nove medalhas em Mundiais ao longo de três participações, Rebeca também foi campeã do individual geral em Liverpool (2022). Em agosto de 2025, a atleta comunicou o fim de sua participação em provas de solo devido a cuidados com o corpo.

“O solo é o aparelho que mais causa impacto. Sou uma atleta de 26 anos, com histórico de cinco cirurgias no joelho. Quando a gente entende nossos limites, é muito importante respeitá-los”, afirmou. “Sei que vocês amam quando faço solo, mas ainda posso mostrar muito nos outros aparelhos.”

Considerada a maior medalhista olímpica do Brasil com seis pódios, Rebeca faturou o ouro no salto em Tóquio (2021) e a prata na mesma prova em Paris (2024).

Panorama da equipe feminina Na disputa por equipes realizada na quarta-feira (21), o quinteto brasileiro — formado por Rebeca Andrade, Flávia Saraiva, Lorrane Oliveira, Sophia Weisberg, Thais Fidélis e a reserva Gabriela Bouças — terminou na quinta colocação. Com isso, o país não obteve a classificação antecipada para os Jogos Olímpicos de 2028, em Los Angeles.

A vaga direta para o evento nos Estados Unidos ficou com China (ouro), Estados Unidos (prata) e Japão (bronze), enquanto a França terminou em quarto. No entanto, por ter chegado à final coletiva, a seleção feminina garantiu presença no Mundial de 2027, em Chengdu, na China, torneio que distribuirá nove vagas para a próxima Olimpíada.

Desempenho da categoria masculina Entre os homens, o Brasil não conseguiu classificar nenhum representante para as finais do fim de semana passado. O destaque no individual geral foi Diogo Soares, que terminou na 36ª posição. Arthur Nory sofreu uma queda na barra fixa, precisando de quatro pontos na região entre as sobrancelhas, e a equipe masculina fechou a fase classificatória na 19ª colocação geral.

Fonte: Folha Esportes