Rebeca Andrade conquista o tri no salto e alcança dez pódios em Mundiais
A principal estre da ginástica artística brasileira, Rebeca Andrade, garantiu a medalha de ouro na final do salto do Mundial de ginástica artística, disputada na manhã deste sábado (24), em Roterdã, na Holanda. A conquista coroa o retorno da medalhista olímpica à principal competição do circuito após um intervalo de três anos, marcando seu terceiro título mundial na modalidade.
Desempenho histórico na Holanda
Rebeca executou saltos avaliados em 14,400 e 14,133, fechando a disputa com a média de 14,466. O pódio foi completado pelas norte-americanas Claire Pease, que ficou com a prata ao registrar 14,233, e Skye Blakely, dona do bronze com 14,166.
Com este resultado, a atleta natural de Guarulhos (SP) acumula agora dez pódios em Mundiais ao longo de quatro participações, somando quatro medalhas de ouro, quatro de pratas e dois bronzes. “Não fiz os saltos mais difíceis da minha carreira, mas isso foi suficiente para ganhar o ouro e estou satisfeita”, disse Rebeca em entrevista à Globo logo depois de encerrar sua participação no Mundial.
Estratégia para o próximo ciclo olímpico
A campeã mundial já havia se destacado na fase classificatória realizada na segunda-feira (19), avançando à decisão com a nota mais alta após somar 14,400 no Duplo Twist Yurchenko e 14,266 na acrobacia conhecida como Lopez. Olhando para o futuro e para as Olimpíadas de 2028, em Los Angeles, a ginasta reiterou sua decisão de abandonar as apresentações no solo para preservar o corpo.
“Não quero mais fazer solo, mantenho meu pensamento. Escolho respeitar isso e acho que tenho direito de respeitar isso também”, afirmou. A escolha veio após cinco cirurgias no joelho e o impacto gerado pela rotina de treinos. “O solo é o aparelho que mais causa impacto”, disse Rebeca Andrade na ocasião. “Sei que vocês amam quando faço solo, mas ainda posso mostrar muito nos outros aparelhos.”
Panorama da delegação brasileira
O torneio na Holanda teve resultados diversos para os demais representantes do país. A equipe feminina terminou na quinta colocação na final por equipes na quarta-feira (21), somando 159,730 pontos, resultado que garantiu a vaga para o Mundial de 2027 em Chengdu, na China, mas sem a classificação direta antecipada para Los Angeles-2028. Já na disputa do individual geral realizada na sexta-feira (23), Flávia Saraiva terminou na 12ª posição e Lorrane Oliveira ficou em 21º.
Entre os homens, o desempenho foi marcado pela ausência em finais — algo que não ocorria desde 2010 —, com Diogo Soares alcançando a 36ª colocação no individual geral. Arthur Nory sofreu uma queda na barra fixa e precisou de atendimento médico com quatro pontos na região das sobrancelhas, enquanto o selecionado masculino fechou o classificatório geral em 19º lugar.
A participação brasileira em Roterdã se encerra neste domingo (25), a partir das 10h (horário de Brasília), com Flávia Saraiva na disputa da medalha na trave, com transmissão do canal SporTV2.
Fonte: Folha Esportes