Quaest no 2º turno mostra Flávio Bolsonaro com 51% e Lula com 49%
A corrida presidencial chega à sua reta final com um cenário de empate técnico, de acordo com o levantamento da Quaest divulgado neste sábado (24). A disputa pelo Palácio do Planalto no segundo turno envolve o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que tenta a recondução ao cargo, e o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Cenário de votos válidos
Considerando apenas os votos válidos — métrica utilizada pela Justiça Eleitoral que exclui brancos, nulos e abstenções —, Flávio Bolsonaro aparece com 51% da preferência do eleitorado, enquanto Lula registra 49%. Como a distância entre os dois postulantes está dentro da margem de erro, a configuração estatística é de empate.
Metodologia e abrangência
O estudo estatístico foi contratado em conjunto pela TV Globo e pelo jornal O Globo. O trabalho de campo ouviu 3.702 pessoas com 16 anos de idade ou mais entre os dias 23 e 24 de outubro. O grau de confiabilidade estipulado é de 95%, com uma margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. O protocolo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está sob o código BR-09158/2026.
Entatendendo o cálculo
Para chegar a esse panorama de votos válidos, o instituto filtra as intenções de voto e aplica estimativas sobre o perfil de comparecimento às urnas. A técnica empregada é o chamado modelo likely voter, voltado a mapear os eleitores com maior probabilidade de comparecer aos locais de votação no domingo.
No recorte dos votos totais — que englobam a parcela do eleitorado que optou por votar em branco, anular o voto, se abster ou que permanece sem definir sua escolha —, Lula pontua com 46%, apresentando leve oscilação positiva frente aos 45% anteriores. Flávio Bolsonaro marca 45%, subindo um ponto em relação aos 44% da rodada prévia.
Completam o quadro geral os eleitores que declararam intenção de votar em branco, nulo ou que pretendem se abster, somando 8% (ante 9% no levantamento passado). Os eleitores que continuam indecisos representam agora 1% do total, quando na pesquisa anterior eram 2%.
Fonte: G1 - Política