Como investir dinheiro quando parece que o orçamento mensal não é suficiente
Acreditar que é preciso esperar as finanças sobrarem para dar início às aplicações é um equívoco frequente cometido por muitos brasileiros. A orientação dos profissionais da área é inverter completamente esse raciocínio: ao invés de guardar o que eventualmente resta ao término do período, o ideal é separar um percentual fixo logo no momento em que o salário cai na conta.
A estratégia dos três potes
Para facilitar esse processo de organização financeira e tornar o planejamento mais acessível, analistas recomendam a adoção da chamada teoria dos três potes. Essa metodologia divide os recursos mensais em categorias bem definidas para garantir que todas as frentes da vida financeira recebam a devida atenção sem comprometer o orçamento.
A primeira categoria foca no presente, reunindo os recursos essenciais para as despesas cotidianas. O segundo recipiente é dedicado exclusivamente à proteção financeira, servindo como uma reserva para eventuais emergências e imprevistos que possam surgir. Por fim, o terceiro grupo é voltado para o planejamento de longo prazo, concentrando aportes para a realização de grandes sonhos, como a aquisição da casa própria, a realização de viagens inesquecíveis ou a garantia de uma aposentadoria tranquila.
Como dividir a renda mensal
A diretriz financeira mais conhecida e difundida sugere direcionar 60% dos ganhos totais para os custos correntes do dia a dia, destinar 30% para a construção da segurança financeira e reservar os 10% restantes para projetos futuros. Educação financeira e constância, contudo, caminham lado a lado.
Especialistas reforçam que o fator mais relevante não é o montante exato aplicado logo no início, mas sim o desenvolvimento do hábito de investir com regularidade, mesmo que o percentual separado inicialmente seja inferior ao recomendado.
Adotar essa mudança de mentalidade permite que qualquer pessoa, independentemente da renda atual, comece a construir um patrimônio sólido e previsível para os próximos anos.
Fonte: G1 Economia