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Caderno Mercado

José guimarães descarta ajuste fiscal e define prioridades até o fim do ano

José guimarães descarta ajuste fiscal e define prioridades até o fim do ano

O ministro da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), José Guimarães, responsável pela articulação política do governo, declarou nesta terça-feira (27) que o controle de gastos e um eventual plano de corte de despesas não estão no topo da agenda da administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) até o encerramento do ano.

Impacto econômico imediato A manifestação do ministro ocorreu logo após uma reação desfavorável dos investidores decorrente da reeleição do presidente Lula ocorrida no último domingo (25).

“Esse assunto [ajuste fiscal] não foi discutido, e nem está sendo discutido, e muito menos aqui na bancada”, afirmou Guimarães

Reação dos mercados financeiros Na segunda-feira (26), a bolsa de valores brasileira enfrentou uma retração acentuada superior a 10 pontos, o que obrigou a B3 a adotar o mecanismo de circuit breaker, atingindo uma baixa de 13,88%, o pior desempenho desde 2020. No mesmo pregão, a moeda americana encerrou com alta expressiva de 8,21%, negociada a R$ 5,4027, alcançando um pico de R$ 5,6048 durante a sessão. Trata-se do maior salto percentual diário do câmbio desde 18 de janeiro de 1999, quando disparou 11,35%.

Foco da base governista Conforme o articulador político, a gestão federal concentrará esforços na tramitação de matérias específicas, como a proposta de emenda à Constituição voltada para a segurança pública, a medida provisória que proíbe as apostas esportivas conhecidas como bets e a PEC que viabiliza o passe livre nos transportes públicos durante os fins de semana.

“Nós temos pautas que já estão tramitando. Nós precisamos votar PEC da Segurança, MP [medida provisória] das Bets e a questão da tarifa zero. Essas matérias, para serem votadas, precisam se construir as comissões mistas para votar até o dia 20 de dezembro. Se nós votarmos essas três grandes pautas, já nos damos o satisfeito”, destacou Guimarães.

Dessa forma, o Palácio do Planalto demonstra que pretende direcionar seus esforços legislativos para pautas sociais e de segurança nos próximos meses, deixando de lado discussões voltadas ao equilíbrio das contas públicas em meio à pressão dos indicadores econômicos.

Fonte: G1 - Política