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Caderno Mercado

Eleições presidenciais no Brasil: quem venceu cada disputa desde 1989

Eleições presidenciais no Brasil: quem venceu cada disputa desde 1989

Os eleitores brasileiros retornam às urnas neste domingo (25) para definir o comando do Palácio do Planalto no segundo turno de 2026, protagonizado por Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). Essa votação histórica representa a décima escolha direta para a Presidência da República desde o fim do regime militar e a restauração da democracia.

A trajetória democrática e os confrontos recentes

Ao longo de 37 anos de sufrágio universal, o país conduziu cinco lideranças distintas ao cargo supremo do Executivo federal. Em 2022, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conquistou seu terceiro mandato ao superar Jair Bolsonaro (PL) no segundo turno, somando 60.345.999 votos (50,90%) ante 58.206.354 sufrágios (49,10%) do adversário que tentava a recondução ao cargo. Quatro anos antes, em 2018, Jair Bolsonaro (PSL) venceu a corrida eleitoral em sua primeira vitória ao bater Fernando Haddad (PT) com 57.797.847 votos (55,13%) contra 47.040.906 (44,87%).

Os governos do PT e a consolidação das urnas

A década anterior foi marcada pelas gestões petistas. Em 2014, Dilma Rousseff (PT) assegurou a reeleição ao derrotar Aécio Neves (PSDB) no segundo turno com 54.501.118 apoios (51,64%), enquanto o tucano obteve 51.041.155 (48,36%). Em 2010, a mesma Dilma Rousseff (PT) tornou-se a primeira mulher a comandar a nação ao superar José Serra (PSDB) na etapa final com 55.752.529 votos (56,05%), deixando o concorrente com 43.711.388 (43,95%).

No início dos anos 2000, o cenário político viu a ascensão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que garantiu a reeleição em 2006 sobre Geraldo Alckmin (PSDB) com 60,83% dos válidos (58.295.042 a 37.543.178). Na disputa que marcou a alternância de poder em 2002, o petista triunfou pela primeira vez frente ao tucano José Serra, alcançando 52.793.364 votos (61,27%) em comparação aos 33.370.739 (38,73%) do oponente.

A estabilização econômica na década de 1990

A estabilização da moeda e o controle inflacionário impulsionaram as vitórias de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) ainda no primeiro turno nas duas ocasiões em que disputou o Palácio do Planalto. Em 1998, o tucano obteve 35.936.382 sufrágios (53,06%), superando novamente Lula, que ficou na segunda posição com 21.475.211 (31,71%). Quatro anos antes, em 1994, FHC conquistou a cadeira presidencial com 34.314.961 votos (55,22%), enquanto o candidato petista registrou 17.122.127 (27,04%).

O marco inicial dessa nova fase democrática ocorreu em 1989, na primeira consulta popular após a ditadura militar. Naquela ocasião, Fernando Collor de Mello (PRN) sagrou-se vitorioso no segundo turno ao derrotar Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por 35.090.206 votos (53,03%) a 31.075.803 (46,97%).

Fonte: G1 - Política