Fato ou fake: conheça a trajetória da ferramenta de checagem
Fundado em julho de 2018, o Fato ou Fake funciona como um serviço integrado de verificação de fatos que reúne profissionais de sete redações distintas: TV Globo, g1, GloboNews, “O Globo”, “Valor Econômico”, “Extra” e CBN. A criação da ferramenta unificou esforços que antes ocorriam de forma isolada, garantindo maior rapidez e escala na produção de conteúdos checados para o público.
Evolução e critérios de verificação
Desde a sua estreia, o projeto já contabiliza mais de 5 mil publicações. A rotina da equipe envolve tanto o acompanhamento constante de correntes e postagens virais em aplicativos de mensagens — a exemplo do WhatsApp — quanto a análise de falas públicas de autoridades e políticos, com foco especial em períodos eleitorais e debates televisivos.
O escopo do que pode ser verificado abrange conteúdos virais que gerem impacto social e que permitam uma apuração isenta, seguindo diretrizes como correção e agilidade. Por outro lado, temas como opiniões, ofensas, boatos sem fundamento, previsões futuras e teorias conspiratórias ficam de fora das análises.
Marcos temporais e cobertura eleitoral
No primeiro ano de atividades, em 2019, a iniciativa ultrapassou mil checagens e lançou materiais educativos para ensinar o público a reconhecer fraudes digitais. Já em 2020, o foco mudou drasticamente devido à pandemia de Covid-19, período em que quase dois terços das postagens investigadas tratavam de falsidades sobre a doença. O volume seguiu alto nos anos seguintes, com destaque para 2022 e 2024, quando o ritmo de checagens durante debates políticos ganhou novas dinâmicas, incluindo publicações em tempo real ainda durante a transmissão dos programas.
Inovações recentes e atuação atual
A expansão da marca continuou nos anos seguintes. Em 2025, o projeto ganhou espaço fixo no programa Mais Você, apresentado por Ana Maria Braga, para esclarecer conceitos sobre desinformação e golpes virtuais. Para a cobertura de debates presidenciais recentes, a iniciativa mobilizou dezenas de jornalistas com o apoio de tecnologias para transcrição simultânea e checagem ágil, cujos resultados são distribuídos de forma integrada em portais de notícias e canais de televisão do conglomerado.
Fonte: G1 - Política