Chefe de políticas globais da Meta e aliado de Zuckerberg deixa o cargo
O principal assessor de Mark Zuckerberg em Washington e chefe de políticas globais da Meta, Joel Kaplan, anunciou nesta terça-feira (20) que deixará a companhia depois de integrar a equipe por 15 anos.
Trajetória política e relação com governos Antes de ingressar na então jovem empresa de mídia social com o objetivo de estreitar os laços com lideranças republicanas, Kaplan atuou como assessor sênior do ex-presidente dos EUA George W. Bush. Ao longo de mais de uma década à frente do setor de políticas públicas na capital norte-americana, ele conduziu a organização por momentos turbulentos, como o escândalo da Cambridge Analytica em 2018, e recentemente trabalhou para aproximar a companhia da administração de Donald Trump.
Cronograma de saída e substituição De acordo com nota oficial divulgada pela própria companhia, o executivo permanecerá em suas funções até o pleito legislativo de meio de mandato, agendado para 3 de novembro, e se desligará definitivamente em algum momento do próximo ano. Com a transição, as responsabilidades exercidas por ele serão divididas entre dois nomes trazidos recentemente por Mark Zuckerberg: Dina Powell McCormick, presidente e vice-presidente do conselho, e C.J. Mahoney, diretor jurídico da organização.
“Quando ele chegou, não havia um manual sobre como garantir que nossos produtos estivessem disponíveis para os bilhões de pessoas em todo o mundo que hoje dependem deles”, afirmou Zuckerberg, CEO da Meta, no comunicado. “E, ao longo de todo esse período, ele foi um firme defensor de nossas políticas e um amigo para mim”, complementou.
Reformulação corporativa e novos rumos A saída do dirigente ocorre em um momento de ampla reestruturação na cúpula da big tech, que também reposicionou David Ginsberg para liderar iniciativas de inteligência artificial após anos à frente da comunicação. Kaplan havia assumido o posto máximo de políticas globais no início de 2025, sucedendo o ex-vice-primeiro-ministro britânico Nick Clegg, e agora encerra um ciclo marcado pela forte influência nas articulações governamentais da empresa.
Fonte: Folha - Tecnologia