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Caderno Mercado

Starlink volta a funcionar na Ucrânia após Elon Musk acusar Kiev de ataques

Starlink volta a funcionar na Ucrânia após Elon Musk acusar Kiev de ataques

O governo da Ucrânia confirmou neste sábado que a rede de satélites Starlink e a versão militar Starshield operam novamente sem restrições, após mais de sete dias de instabilidade que afetaram diretamente o planejamento estratégico das forças de defesa do país europeu.

Reações e acusações de Elon Musk

Pouco depois da confirmação de Kiev sobre o restabelecimento do sinal, o empresário Elon Musk utilizou as redes sociais para justificar o episódio e criticar o uso dado à tecnologia no conflito.

“Os militares da Ucrânia violaram os termos de serviço do Starlink e o usaram para ataques ofensivos de drones para matar pessoas. Essa brecha foi fechada na semana passada”, escreveu Musk na rede social X.

Até o fechamento desta reportagem, o governo ucraniano ainda não havia respondido publicamente às acusações feitas pelo fundador da SpaceX.

Impacto das falhas na linha de frente

As falhas de conexão começaram em meio a um cenário de pressão diplomática, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar um acordo para adquirir diesel russo e exigir que Kiev suspendesse investidas contra refinarias de petróleo da Rússia. Na véspera do anúncio, Trump declarou que “resolveria a situação” caso os problemas de sinal persistissem.

Relatórios oficiais indicam que o bloqueio impediu o funcionamento adequado dos terminais de satélite em veículos que ultrapassavam 160 km/h, comprometendo a interceptação de drones russos e provocando o cancelamento de missões estratégicas.

“O principal hoje é que o Starlink e o Starshield retomaram as operações nas velocidades anteriores à restrição. As velocidades agora estão no nível de que precisamos”, afirmou o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, no aplicativo de mensagens Telegram.

Desempenho atual e bastidores políticos

O Ministério da Defesa da Ucrânia assegurou que a normalização do serviço começou durante a madrugada e que a conexão permanece estável, mesmo em velocidades superiores a 400 km/h. Enquanto a rede não é utilizada para guiar drones de longo alcance em território russo, ela continua sendo indispensável para as comunicações na linha de frente e para o emprego de drones de médio alcance com tecnologia Starshield.

Embora nem a SpaceX nem a Casa Branca tenham assumido a autoria do bloqueio — alegando publicamente que a responsabilidade seria da outra parte —, a agência de notícias Reuters divulgou que a ordem partiu do governo norte-americano. Fontes indicam que pedidos para ativar ou desativar o serviço em diferentes nações já haviam sido feitos pela administração dos EUA em momentos anteriores.

Fonte: Mundo