O líder da oposição no Senado e coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), Rogério Marinho (PL-RN), voltou a defender nesta terça (6) a ideia de alterar o regimento interno da Casa para definir que um requerimento assinado por 49 senadores definiria a abertura automática de um pedido de impeachment, independentemente da vontade do presidente, cargo hoje ocupado por Davi Alcolumbre (União-AP).
Encontro com o chefe do Supremo
Marinho se reuniu no início desta tarde com o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, e afirmou, na saída do encontro, ter levado ao chefe do Judiciário preocupações com o que chama de interferências do Judiciário em outras instâncias, inclusive no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).
Proposta apresentada em setembro
Em 18 de setembro, o senador apresentou uma proposta nesse sentido e definiu 30 dias úteis para o presidente da Casa decidir se aceita ou não pedidos de impeachment de autoridades, incluindo ministros do Supremo.
Caminho legislativo e crise institucional
A proposta foi apresentada em um momento em que Alcolumbre segura a votação de pedidos de impeachment do STF em meio à maior crise da história do tribunal. Para valer, o projeto precisa ser aprovado por comissões, incluindo a CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) e pelo plenário do Senado –onde o presidente da Casa decide o que entra na pauta.
Fonte: Política - Folha



