Atividade privada da França volta a cair em outubro e acende alerta
O cenário econômico do setor privado francês voltou a registrar retração no mês de outubro, anulando por completo o movimento de recuperação que havia sido contabilizado em setembro. De acordo com os dados preliminares divulgados, o PMI Composto sofreu uma queda expressiva, desabando de 51,1 para 48,4 pontos, o que representa o menor patamar registrado nos últimos quatro meses e recoloca a economia do país abaixo da linha dos 50 pontos, indicando contração na atividade.
Fatores por trás da retração
O principal motor desse enfraquecimento foi a diminuição acentuada na busca por produtos e serviços, a maior baixa registrada desde o mês de maio. Esse comportamento adverso foi motivado por um clima de incertezas nos âmbitos político e econômico, o que tem levado consumidores e parceiros corporativos a adiarem novos investimentos e decisões cruciais de compra.
Desempenho dos setores industrial e de serviços
Analisando os setores individualmente, o PMI de Serviços acompanhou a tendência de baixa, despencando de 51,2 para 48,4 pontos. Paralelamente, o índice que mede a produção da indústria registrou recuo de 50,3 para 48,5 pontos, enquanto o PMI Industrial geral caiu para 49,3 pontos, frente aos 50,6 pontos do mês anterior, atingindo sua pior marca em um período de 11 meses.
Demanda fraca e corte de vagas
Como reflexo direto desse panorama desfavorável, as companhias francesas apontaram para uma diminuição na entrada de novas encomendas, além de um enfraquecimento persistente nas exportações. O cenário também continua motivando a adoção de medidas de contenção, incluindo a continuidade nos cortes de postos de trabalho em várias corporações.
Como resultado desse conjunto de adversidades, o índice de confiança para o horizonte de 12 meses despencou para o patamar mais pessimista em aproximadamente seis anos e meio, impulsionado por temores profundos em relação ao panorama fiscal, político e geral do território francês.
Em contrapartida, nem todas as notícias foram negativas, visto que as pressões inflacionárias apresentaram indícios de arrefecimento, com maior destaque para o segmento de serviços. No entanto, o setor industrial seguiu lidando com a elevação de despesas operacionais decorrentes de gargalos e falhas nas cadeias globais de suprimentos.
Fonte: Economia - Valor