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Caderno Mercado

Ministros do TSE descartam anulação do segundo turno pedida por Flávio

Ministros do TSE descartam anulação do segundo turno pedida por Flávio

Magistrados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) avaliam reservadamente que qualquer iniciativa do candidato do PL à Presidência, senador Flávio Bolsonaro, para invalidar o segundo turno da eleição não deve prosperar na Justiça.

O contexto da decisão de Zanin Segundo esses magistrados da Corte, a determinação inédita do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), prorrogando o horário de votação por duas horas abriu margem para questionamentos sobre o pleito. No entanto, a avaliação predominante na Justiça Eleitoral é que a medida não provocou nenhuma alteração prática no resultado final das urnas.

A diferença expressiva de votos e o pedido anterior do PL Outro ponto destacado por ministros para barrar tal questionamento é a vantagem numérica robusta entre os dois concorrentes. Um levantamento oficial aponta que 35.521 votos foram computados após as 17 horas do domingo, no horário de Brasília. A vantagem de Lula alcançou 4,4 milhões de votos, totalizando 64,2 milhões contra 59,8 milhões de Flávio Bolsonaro.

Além disso, magistrados lembram que a própria chapa de Flávio Bolsonaro acionou o TSE anteriormente solicitando a ampliação do horário de votação em localidades de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina e São Paulo.

Bastidores e conflito entre Cortes Nos bastidores, autoridades de ambas as Cortes apontam falhas dos dois tribunais durante o episódio. A determinação de Zanin gerou reações negativas no TSE, reuniões emergenciais e debates intensos sobre a validade do resultado.

A Procuradoria-Geral Eleitoral enviou um parecer contrariando a extensão do horário: “A despeito da gravidade das notícias veiculadas, o horário de votação fixado por lei deve se manter inalterado, sem prejuízo de os fatos narrados serem devidamente apurados com a responsabilização dos envolvidos nas esferas apropriadas – inclusive quanto a eventual abuso de poder, caso demonstrada a gravidade dos fatos com afetação da legitimidade do pleito. Por fim, reitera-se a necessidade de se assegurar o direito ao voto aos eleitores presentes até as 17h no local de votação”.

O presidente do TSE realizou encontros de emergência com colegas enquanto os tribunais regionais alertavam sobre a impossibilidade técnica de reabrir urnas já encerradas, culminando em um ajuste telefônico entre os ministros Nunes Marques e Zanin.

Conclusão do pleito Lula foi vitorioso na disputa presidencial com 51,79%, superando o senador Flávio Bolsonaro, que alcançou 48,21%. Mesmo diante dos recursos apresentados por ambos os lados por motivos distintos — como problemas de transporte público e fortes chuvas —, o comando do TSE reafirmou total confiança na lisura do sistema eletrônico de votação.

Fonte: G1 - Política