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Caderno Mercado

Eleição presidencial teve guinada e medo do bolsonarismo definiu segundo turno

Eleição presidencial teve guinada e medo do bolsonarismo definiu segundo turno

A disputa presidencial brasileira vivenciou duas dinâmicas completamente distintas ao longo de suas etapas, culminando na vitória do atual governo após uma alteração drástica no foco do eleitorado entre a primeira e a segunda fase do pleito.

Mudança de eixo na disputa eleitoral Enquanto a etapa inicial foi dominada pelo anseio popular por renovação política, a fase final teve o receio de um retorno da família Bolsonaro à presidência como o elemento central e determinante para o desfecho nas urnas.

Estratégia da campanha petista A avaliação interna da coligação liderada por Luiz Inácio Lula da Silva aponta que a chave para a vitória esteve em resgatar na memória dos cidadãos as marcas deixadas pelo governo Jair Bolsonaro, contrapondo-se à narrativa oposicionista.

A grande contradição do pleito A principal vulnerabilidade explorada pelos marqueteiros governistas residia na tentativa de Flávio Bolsonaro (PL) de se colocar como uma opção inédita, apesar de carregar consigo o legado político direto do ex-presidente.

Campanha nas ruas e na internet Para consolidar essa visão, a militância e os estrategistas intensificaram a atuação simultânea nos meios digitais e nos bairros, buscando colar a figura do parlamentar à administração anterior e alertar sobre os riscos institucionais de sua vitória.

No fim das contas, a polarização se resume ao choque de narrativas: Flávio tentou se apresentar como o futuro. Lula apostou em mostrar que ele representava a volta ao passado.

Fonte: G1 - Política