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Caderno Mercado

Lula prepara nova indicação de Jorge Messias ao STF com apoio de Davi Alcolumbre

Lula prepara nova indicação de Jorge Messias ao STF com apoio de Davi Alcolumbre

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva planeja reenviar ao Senado a indicação de Jorge Messias para uma vaga no Supremo Tribunal Federal. Desta vez, o Palácio do Planalto contará com o respaldo do presidente da Casa Alta, Davi Alcolumbre, que retomou os laços com o governo federal de olho em sua reeleição para o comando do Senado em 2027, projeto que deve receber o apoio do PT.

A estratégia política para o Supremo Tribunal Federal A expectativa nos bastidores é que Alcolumbre assuma a frente da articulação política para assegurar o quórum necessário à aprovação de Messias. Na primeira votação, o senador foi o principal artífice da derrota do indicado. A guinada na postura ocorre no contexto de reconstrução da aliança entre o Executivo e o Legislativo, com interesses convergentes para o próximo mandato presidencial.

O diálogo entre Planalto e Congresso foi retomado recentemente após reuniões no Palácio da Alvorada com a presença de lideranças partidárias. Em maio, mesmo após o revés sofrido no plenário, o chefe do Executivo já havia antecipado sua intenção de insistir no nome, argumentando que a rejeição teve motivações puramente político-partidárias e não técnicas.

“Portanto, eu vou indicar o Messias outra vez”, declarou o presidente, durante uma agenda em Sergipe.

Crise institucional e a rejeição histórica A primeira tentativa de colocar Jorge Messias na mais alta corte do país ocorreu em 20 de novembro de 2025, para preencher a vaga gerada pela aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso. A escolha desagradou Alcolumbre, que priorizava a indicação do ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco para o cargo. A divergência gerou um desgaste institucional profundo entre o governo e a cúpula legislativa.

O desfecho ocorreu em 29 de abril de 2026, quando o plenário rejeitou a indicação por 42 votos contrários e 34 favoráveis, marcando a primeira vez desde 1894 que um nome indicado para o STF foi barrado pelos parlamentares. A derrota provocou o rompimento temporário da aliança entre Lula e Alcolumbre, paralisando pautas prioritárias e travando o diálogo institucional por meses.

O caminho até a reaproximação política O degelo nas relações começou em um jantar promovido pelo ministro Alexandre de Moraes em agosto, seguido por encontros frequentes que resultaram no compromisso de Alcolumbre de destravar projetos estratégicos, como propostas de segurança pública e pautas econômicas de interesse do governo.

Para que Messias finalmente ocupe a cadeira no STF, o processo exigirá uma nova sabatina na Comissão de Constituição e Justiça e o aval do plenário, onde são exigidos pelo menos 41 votos favoráveis. Contudo, devido a regras regimentais do Senado que impedem a reapresentação de nomes rejeitados na mesma sessão legislativa, a nova votação só poderá ser pautada a partir de 2027, mantendo aberta a vaga deixada por Luís Roberto Barroso desde outubro de 2025.

Fonte: Jovem Pan