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Caderno Mercado

Flávio Bolsonaro questiona votação e anuncia pedido de anulação após derrota

Flávio Bolsonaro questiona votação e anuncia pedido de anulação após derrota

O cenário político brasileiro registrou uma reviravolta neste domingo (25) com a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o seu quarto mandato presidencial no Palácio do Planalto. Com 99,99% das urnas apuradas, o petista assegurou 51,79% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) obteve 48,21% em uma disputa acirrada decidida no segundo turno.

Aliados na capital federal Após o encerramento da apuração, o candidato derrotado realizou um pronunciamento em Brasília. Flávio subiu ao palanque acompanhado por diversas figuras de destaque da sua base política, incluindo parlamentares e coordenadores de campanha.

Entre os presentes no palanque estavam Alfredo Gaspar (PL), candidato a vice na chapa, o senador e coordenador de campanha Rogério Marinho (PL), além de nomes conhecidos do Legislativo como os deputados federais Nikolas Ferreira (PL), Bia Kicis (PL) e o deputado eleito Lucas Pavanato (PL).

O grupo também contou com o apoio de Daniella Marques, responsável pelo plano econômico e ex-presidente da Caixa Econômica, e dos senadores eleitos Deltan Dallagnol (Novo) e Guilherme Derrite (PL), ex-secretário de segurança pública de São Paulo, além de Luciano Zucco, governador eleito do Rio Grande do Sul (PL).

A trajetória da disputa eleitoral A confirmação do resultado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ocorreu às 21h08, quando 97% das urnas já indicavam a tendência de vitória para o atual chefe do Executivo. A conquista consolida uma virada histórica, visto que o petista havia terminado o primeiro turno atrás, com 45% contra 47% dos votos válidos obtidos por seu adversário.

Aos 81 anos — data que completa na próxima terça-feira (27) —, o representante do Partido dos Trabalhadores alcança o feito inédito de quatro eleições presidenciais vencidas pelo voto popular na história do país.

Desafios do novo mandato Para os próximos anos, a gestão enfrentará obstáculos complexos na administração federal, como a articulação com um Congresso de forte oposição, a manutenção do equilíbrio fiscal após promessas de ampliação de benefícios e a continuidade de programas sociais.

O histórico do político inclui as vitórias em 2002, 2006 e 2022 — esta última contra Jair Bolsonaro, pai de seu principal oponente nesta eleição —, além de três derrotas e o período de 580 dias de reclusão decorrente de condenações posteriormente anuladas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Fonte: G1 - Política