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Caderno Mercado

Datafolha revela o que motiva o voto em Flávio Bolsonaro e Lula

Datafolha revela o que motiva o voto em Flávio Bolsonaro e Lula

A alternância de poder e o desejo por renovação são os principais fatores que impulsionam os eleitores de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da corrida presidencial, conforme aponta o levantamento do Datafolha. Em contrapartida, o eleitorado do presidente Lula (PT) prioriza a proteção social e o balanço do legado do atual chefe do Executivo.

Metodologia da pesquisa eleitoral O estudo coletou a opinião de 2.520 cidadãos em 153 municípios brasileiros durante a terça-feira (13) e a quarta-feira (14). A margem de intenção de erro é de dois pontos percentuais para cima ou para baixo, operando com um nível de confiança de 95%. O registro oficial na Justiça Eleitoral está catalogado sob o código BR-00466/2026.

Razões para a escolha de Flávio Bolsonaro Aos simpatizantes do candidato do PL foi entregue uma relação com múltiplos motivos potenciais para o pleito agendado para o próximo dia 25. Entre os apoiadores de Flávio, 41% destacaram a busca por novos rumos políticos. O panorama completo aponta: Mudança e alternância de poder: 41% Rejeição ao adversário: 31% Economia e custo de vida: 16% Propostas e qualidades do candidato: 15% Desempenho e legado: 14% Valores, ideologia e democracia: 13% Sem motivo específico: 12% Integridade e corrupção: 11% Serviços públicos e segurança: 10% Proteção social e classe: 5% Vínculo e hábito: 2% Voto por exclusão: 1%

Fatores que motivam o voto em Lula No campo dos eleitores governistas, a assistência social e a identificação com as pautas de classe lideram as justificativas, mencionadas por 48% dos consultados. A distribuição dos índices ficou organizada da seguinte maneira: Proteção social e classe: 48% Desempenho e legado: 22% Rejeição ao adversário: 17% Valores, ideologia e democracia: 11% Serviços públicos e segurança: 10% Sem motivo específico: 9% Vínculo e hábito: 8% Voto por exclusão: 6% Economia e custo de vida: 6% Mudança e alternância: 1%

Análise dos votos brancos e nulos Entre aqueles que pretendem anular o sufrágio ou votar em branco, 37% justificam a decisão pela oposição generalizada aos postulantes ao cargo máximo da república. O ranking desse grupo traz: Rejeição a ambos: 37% Descrença e desinteresse: 19% Desconfiança, promessas e corrupção: 18% Sem motivo específico: 16% Falta de opção e polarização: 12% Propostas ausentes, ruins ou desconhecidas: 9% Outro motivo: 6% Críticas a Flávio ou a Bolsonaro: 4% Críticas a Lula ou ao PT: 2%

Cenário das intenções de voto e votos válidos Divulgada na quinta-feira (15), a rodada estatística mais recente coloca Flávio Bolsonaro com 47% das intenções de voto total, enquanto Lula registra 45%, configurando um empate técnico. Quando se consideram apenas os votos válidos — que retiram os nulos, brancos e indecisos para definir o pleito —, o candidato liberal pontua 51%, contra 49% do petista.

Em termos comparativos com a semana anterior, o representante do PL recuou dois pontos, descendo de 49% para 47%, ao passo que o atual presidente estabilizou em 45%. A sondagem foi encomendada pelo jornal Folha de S.Paulo e marca o primeiro panorama após atos públicos de apoio a Lula em grandes metrópoles, incluindo o discurso na Avenida Paulista no último domingo.

Recorte regional e demográfico O levantamento detalha ainda o comportamento do eleitorado em diferentes recortes sociais e geográficos do país: Flávio Bolsonaro supera Lula no Sudeste por 51% a 41% e lidera na classe média por 55% a 40%. O parlamentar também registra vantagem expressiva no Sul (62% a 29%) e entre os eleitores evangélicos (62% a 29%), embora tenha sofrido uma oscilação negativa de sete pontos nesse último segmento específico. Por sua vez, Lula leva vantagem entre os extratos de menor renda (53% a 38%), entre os católicos (52% a 42%) e na Região Nordeste (61% a 32%). Entre as mulheres, o petista lidera por 49% a 40%, enquanto os homens preferem o candidato do PL por 52% a 40%.

Rejeição e avaliação governamental No tocante à rejeição popular, Lula acumula 46% de recusa, mantendo o índice anterior, enquanto a rejeição a Flávio Bolsonaro oscilou para 44%. Sobre a administração federal atual, 50% dos entrevistados desaprovam a gestão, frente a 48% que aprovam. A avaliação do governo aponta 41% de opiniões ruins ou péssimas, 35% de ótimo ou bom e 23% que classificam a administração como regular.

Fonte: G1 - Política