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Caderno Mercado

Eleições mostram força de políticos influencers nas urnas do Brasil

Eleições mostram força de políticos influencers nas urnas do Brasil

O encerramento do primeiro turno das eleições brasileiras confirmou uma transformação definitiva na dinâmica das campanhas: a capacidade de transformar engajamento digital e milhões de seguidores em votos reais nas urnas.

O avanço dos nativos digitais na política

Durante o pleito legislativo, o cenário político foi marcado pela ascensão expressiva de nomes conhecidos na internet, abrangendo diferentes correntes ideológicas, com maior destaque para o setor conservador, simbolizado pelo deputado mineiro Nikolas Ferreira (PL). Essa nova realidade promete provocar mudanças profundas na montagem de chapas, federações partidárias e na distribuição interna de poder dentro das siglas políticas.

O tema foi analisado por Beto Vasques, diretor do Instituto Democracia em Xeque e coordenador do Laboratório de Opinião Pública da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo. Em entrevista conduzida pela jornalista Natuza Nery, o especialista detalhou as táticas utilizadas pelos candidatos com forte presença online que alcançaram o sucesso eleitoral e debateu as consequências dessa tendência para o futuro das legendas.

Diferenças estratégicas entre os campos políticos

Enquanto tanto a esquerda quanto a direita investiram em candidatos considerados nativos digitais, o Partido Liberal conseguiu unificar sua comunicação de forma mais eficiente, resultando em um maior número de eleitos.

Análises complementares sobre o pleito mostram que, na disputa para a Câmara dos Deputados, figuras puramente famosas perderam espaço para os influenciadores digitais. Além disso, enquanto o setor conservador concentrou recursos financeiros no impulsionamento em redes sociais entre os parlamentares mais votados de São Paulo, o campo progressista manteve forte foco nos tradicionais materiais impressos de campanha.

Outro dado relevante aponta que sete senadores obtiveram votações superiores às registradas em seus pleitos anteriores, mas ainda assim não conseguiram renovar os mandatos. Por fim, a estratégia de utilizar nomes de parentes nas urnas não se mostrou eficaz para a maioria dos candidatos que adotaram essa prática.

Fonte: G1 - Política