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Caderno Mercado

Como dividir os investimentos em renda fixa entre CDI, IPCA+ e prefixados

Como dividir os investimentos em renda fixa entre CDI, IPCA+ e prefixados

A definição da carteira de renda fixa exige alinhar o portfólio aos objetivos financeiros, aos prazos de resgate e às restrições de cada pessoa, e não apenas buscar o ativo mais rentável.

Prazos curtos e liquidez Para metas de curto prazo, como a aquisição de um imóvel em dois anos, aplicações atreladas ao CDI ou à Selic reduzem a volatilidade e oferecem maior previsibilidade. Embora um prefixado possa render mais, o risco de precisar vender o título antes do vencimento torna essa alternativa menos recomendada. O objetivo principal nessa etapa é afastar incertezas que possam atrapalhar o planejamento.

Oportunidades em prazos médios No médio prazo, os prefixados ganham destaque quando a taxa nominal oferece um retorno superior à inflação esperada.

Comparação entre taxas e cenários Um título prefixado pagando 13% ao ano e um IPCA+ com juros reais de 7% exigem uma inflação de aproximadamente 5,6% ao ano para equivalerem seus retornos. Se a inflação real ficar abaixo desse patamar, o prefixado rende mais; caso contrário, o IPCA+ se sobressai.

Proteção a longo prazo Em horizontes de dez a quinze anos, a prioridade passa a ser a proteção contra a perda de poder aquisitivo. Títulos indexados ao IPCA garantem ganho real e reduzem as incertezas sobre o que o montante poderá comprar no futuro.

Impacto das restrições pessoais Necessidades de liquidez, estabilidade de renda e tolerância a oscilações também moldam a alocação dos recursos. Enquanto um investidor com metas de curto prazo precisa de liquidez, outro focado na aposentadoria pode direcionar mais capital para títulos de longo prazo.

Conclusão A alocação ideal não consiste em adivinhar qual indexador terá o melhor desempenho, mas em construir uma estratégia personalizada que assegure o cumprimento das metas financeiras, independentemente dos rumos da economia.

“A distribuição entre indexadores deve considerar os prêmios oferecidos pelo mercado, sem transformar a carteira em uma aposta sobre o futuro dos juros”, destaca Charly Triballeau/AFP.

“Não existe uma proporção ideal entre CDI, prefixados e IPCA+ que sirva para todos”, afirma Michael Viriato, planejador patrimonial e sócio fundador da Casa do Investidor.

Fonte: Folha - Mercado