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Guerra na Ucrânia tem nova onda de ataques após avanço diplomático

Guerra na Ucrânia tem nova onda de ataques após avanço diplomático

A madrugada desta quinta-feira (22) foi marcada por uma nova e intensa escalada militar entre Rússia e Ucrânia. A ofensiva ocorreu apenas algumas horas depois de importantes avanços diplomáticos que tentavam reabrir o caminho para negociações de paz e o encerramento do conflito no Leste Europeu.

Ofensiva em Kiev e Odessa Enquanto as autoridades russas relataram bombardeios contra instalações portuárias e a interceptação de centenas de aeronaves não tripuladas, o governo ucraniano denunciou o lançamento de dezenas de mísseis balísticos contra a capital do país, atingindo áreas residenciais, hospitais e o setor energético.

O chanceler ucraniano Andrii Sybiha relatou que os habitantes da capital escutaram o verdadeiro som do “humanismo russo” durante os bombardeios noturnos.

Em uma postagem feita em uma rede social, o chefe da diplomacia ucraniano declarou que “apaziguamento, servilismo e bajulação” não impedirão a guerra promovida pela Rússia.

Respostas do Kremlin Do outro lado, o Ministério da Defesa da Rússia classificou a ação como um “ataque maciço” direcionado a infraestruturas de portos e embarcações militares na região de Odessa, localizada no sul do território ucraniano.

Defesa antiaérea russa Além das ofensivas no território vizinho, o governo russo afirmou que suas forças de segurança conseguiram neutralizar 808 drones ucranianos durante o período noturno, destruindo os equipamentos em várias províncias e na península da Crimeia.

Cenário diplomático incerto A nova troca de tiros e explosões acontece na sequência de conversas trilaterais entre Estados Unidos, Rússia e Ucrânia. O movimento diplomático ganhou traço após um encontro em São Petersburgo entre Vladimir Putin e o enviado especial de Donald Trump, Steve Witkoff.

Na véspera, o líder ucraniano Volodymyr Zelensky sugeriu congelar a linha de confronto militar como medida inicial para buscar um cessar-fogo. Em contrapartida, o assessor russo Yuri Ushakov avaliou que a guerra está “chegando perto do fim”.

Apesar das conversas intermediadas por Washington, analistas apontam que ainda não existe um pacto definitivo ou uma data para uma reunião tripartite reunindo Trump, Putin e Zelensky.

Reforçando a exigência de participação de seu país nas tratativas, o presidente ucraniano destacou recentemente sua posição sobre o tema:

“Sempre disse que estamos abertos a negociar em qualquer formato, sobre qualquer tema. Mas não falem sobre nós sem a nossa presença”, afirmou o presidente ucraniano.

Fonte: Mundo