Governo dos EUA tenta barrar vitória democrata no Alasca
O governo dos Estados Unidos solicitou ao Departamento de Justiça que impeça a confirmação do resultado da eleição para o Senado no Alasca caso o atual senador republicano, Dan Sullivan, seja derrotado por uma margem estreita. A medida ocorre em meio a acusações de que a presença de dois candidatos republicanos com nomes semelhantes pode confundir os eleitores.
Ação do Departamento de Justiça A pasta protocolou a demanda judicial sustentando que a participação de Dan J. Sullivan Jr., que também é republicano, tem o potencial de confundir o eleitorado que deseja votar no atual senador. “Fui eu quem disse para fazer isso”, declarou o presidente Donald Trump aos jornalistas presentes. A movimentação acontece a menos de duas semanas das eleições legislativas de 3 de novembro, que definirão o controle do Congresso americano.
Estratégia e disputa acirrada Lideranças partidárias apontam que a candidatura de Sullivan Jr. seria uma estratégia articulada pelos democratas para dividir os votos da legenda e facilitar o triunfo da democrata Mary Peltola. Ela é ex-juíza, ex-deputada, integrante de um povo indígena local e principal adversária na disputa, podendo garantir a maioria da Casa ao seu partido. Tanto Sullivan Jr. quanto os democratas rebatem essa acusação, enquanto pesquisas recentes mostram um cenário de empate ou leve vantagem para Peltola.
Pedidos à Justiça e justificativas O órgão governamental requereu que a Justiça bloqueie a certificação de qualquer resultado que possa ter sofrido interferência dessa semelhança nominal, além de pedir uma apuração sobre o destino real dos votos recebidos por Dan J. Sullivan Jr. Em nota oficial, um porta-voz do Departamento de Justiça declarou que a agência está tomando “as medidas necessárias para garantir que essa candidatura frívola não comprometa a integridade da eleição no Alasca nem a vontade dos eleitores”. Anteriormente, o procurador-geral interino, Todd Blanche, afirmou que o governo não busca interferir indevidamente nas eleições, mas evitou descartar totalmente tal possibilidade: “Não é intenção do Departamento de Justiça interferir indevidamente nas eleições ou no processo estadual de confirmação ou certificação dos resultados. Mas dizer que não existe nenhuma circunstância em que faríamos isso? É claro que não vou dizer isso”.
Contexto político e críticas de especialistas Opositores acusam o governo de tentar manipular o pleito por meio do controle federal sobre as regras estaduais. Especialistas jurídicos também criticaram duramente a iniciativa, classificando-a como uma ação voltada para repercussão pública e sem respaldo legal adequado, reforçando que a organização eleitoral compete primariamente aos estados segundo a Constituição americana.
Fonte: Mundo