Futebol em luto: relembre jogadores que morreram após incidentes em campo
A tragédia envolvendo o atacante espanhol Jesús de Miguel, do Tenerife, que morreu após sofrer uma colisão em campo, reabre o doloroso debate sobre a segurança de atletas e tragédias no futebol mundial.
Choques e lesões fatais em gramados pelo mundo
O incidente com Jesús de Miguel ocorreu após uma forte batida com o goleiro do Andorra. O atleta permaneceu inconsciente no gramado e seu quadro neurológico piorou no hospital, culminando em sua morte em novembro de 2026.
Outro caso recente de impacto físico aconteceu em dezembro de 2004, quando o atacante brasileiro Cristiano Junior colidiu com o goleiro adversário durante o Campeonato Indiano. Ele chegou a marcar o gol pelo Dempo contra o Bangalore, mas não resistiu aos ferimentos na cabeça.
Paradas cardíacas: o maior inimigo silencioso
Além de choques violentos, problemas de saúde súbitos são as principais causas de mortes fatais no esporte. Em agosto de 2026, o meia-atacante português Kevin Castro faleceu após desmaiar em partida da terceira divisão pelo Real Sport Clube.
Dois anos antes, em agosto de 2024, o zagueiro uruguaio Juan Izquierdo sofreu um problema cardíaco durante duelo da Copa Libertadores entre Nacional e São Paulo no estádio do Morumbi, falecendo dias depois.
A lista de fatalidades por problemas no coração inclui nomes marcantes como o ganeso Raphael Dwamena (2023), o camaronês Patrick Ekeng (2016), o belga Gregory Mertens (2015) e o italiano Piermario Morosini (2012).
Histórico de comoções globais no esporte
O futebol acumula episódios históricos que mudaram protocolos de exames médicos e atendimento de emergência. Em 2007, o escocês Phil O’Donnell sofreu um mal súbito ao deixar o gramado pelo Motherwell. Meses antes, o zagueiro espanhol Antonio Puerta, do Sevilla, morreu após múltiplas paradas cardíacas. O jogador sofria de uma “arritmia ventricular”.
No Brasil, a morte do zagueiro Serginho, do São Caetano, em outubro de 2004, após desmaiar contra o São Paulo, gerou enorme comoção. A autópsia revelou que o coração do atleta pesava 600 gramas, o dobro do normal, resultando em severas punições da Justiça Desportiva ao clube, presidente e médico.
No mesmo ano, o húngaro Miklos Feher, do Benfica, faleceu após desmaiar em partida contra o Vitória de Guimarães, vítima de malformação cardíaca. Anos antes, em junho de 2003, o camaronês Marc-Vivien Foé morreu em decorrência do rompimento de um aneurisma durante a Copa das Confederações.
Estes episódios reforçam a necessidade urgente de suporte médico avançado e exames rigorosos constantes no futebol profissional para evitar novas perdas irreparáveis.
Fonte: Folha Esportes