Pular para o conteúdo principal

Caderno Mercado

Irmãos Alexander pegam 30 anos de prisão por tráfico sexual

Irmãos Alexander pegam 30 anos de prisão por tráfico sexual

Os três irmãos Alexander foram condenados por usar seu estilo de vida luxuoso para drogar e estuprar dezenas de mulheres e sentenciados a 30 anos de prisão cada um, nesta terça-feira (27). Durante a audiência, uma das vítimas descreveu o ataque como uma “eternidade de terror”. A juíza classificou o comportamento dos irmãos como vergonhoso, degenerado e monstruoso.

Julgamento e repercussão no tribunal de Manhattan Tal, Oren e Alon Alexander — conhecidos coletivamente como Irmãos Alexander — permaneceram impassíveis enquanto a juíza federal Valerie E. Caproni anunciava a sentença, que foi inferior à prisão perpétua pedida pelos promotores federais. Algumas das 11 mulheres que falaram durante a audiência choraram na galeria do tribunal de Manhattan.

“Seu comportamento foi monstruoso”, disse Caproni aos irmãos. Ela os comparou ao personagem Dr. Jekyll e Mr. Hyde ao confrontar a condenação por tráfico sexual, em março, com as alegações dos irmãos de que ser pais e maridos os transformou, afastando-os do comportamento de festas e de perseguição a mulheres que tinham na juventude.

“É difícil para mim acreditar que os réus simplesmente mudaram de comportamento assim”, disse a juíza. Ela acrescentou que “é difícil acreditar que o casamento os transformaria de predadores sexuais em cavalheiros exemplares”.

Multas e negação das acusações Os irmãos estão presos sem direito a fiança desde as prisões, em 2024. Cada um também terá de pagar pelo menos US$ 300 mil em multas. Oren Alexander foi condenado ainda a pagar outros US$ 50 mil por produzir material de abuso sexual infantil ao gravar um vídeo que, segundo os promotores, mostrava ele estuprando uma garota de 17 anos.

Embora os irmãos — os gêmeos Oren e Alon, de 39 anos, e Tal Alexander, de 40 — tenham demonstrado arrependimento pela forma como trataram e enxergavam as mulheres, todos negaram ter drogado ou estuprado alguém.

“Isso é inteiramente mentira, e todos vocês sabem disso”, disse Caproni. Ela acrescentou que esperava que eles algum dia sentissem “profunda vergonha de si mesmos”.

Declarações finais dos réus Nenhum dos irmãos testemunhou durante o julgamento, mas os três falaram antes de receber a sentença. Oren Alexander afirmou que ele e os irmãos chegaram à vida adulta no auge da cultura de relacionamentos casuais e do programa de rádio hipersexualizado de Howard Stern.

“Meus irmãos e eu nunca drogamos ou estupramos ninguém. Nunca traficamos ninguém para fins sexuais e nunca conspiramos para machucar ninguém”, disse Oren Alexander, lendo um texto preparado.

Emocionado, Tal Alexander pediu a Caproni que “entendesse como é difícil estar aqui” e expressar “arrependimento genuíno por algo que eu não fiz”.

“Nos últimos dois anos, perdi tudo o que amava, tudo pelo que trabalhei”, disse Tal Alexander. “Sinto como se uma bomba atômica tivesse caído sobre minha vida e destruído tudo em seu caminho.”

Alon Alexander disse que também mudou e reconheceu que ter uma esposa e uma filha não justifica as mensagens que escreveu depreciando mulheres ou as ocasiões em que se gabou para outras pessoas sobre relações sexuais.

“A vida de festas da qual vocês ouviram falar e viram no tribunal terminou muito antes de o FBI bater à minha porta”, disse Alon Alexander. “Seis anos antes da minha prisão, eu estava construindo uma vida diferente.”

Histórico no mercado imobiliário e conclusão Oren e Tal Alexander já foram apelidados de “A Team” do mercado imobiliário por suas vendas de imóveis de alto padrão e por sua clientela de celebridades. Depois de baterem recordes de vendas na gigante do setor Douglas Elliman, eles abriram sua própria empresa. Alon Alexander administrava a empresa de segurança privada da família.

Antes do anúncio da sentença, a promotora federal Elizabeth Espinosa disse à juíza que a “insensibilidade, negligência e crueldade” dos irmãos justificavam uma pena de prisão perpétua, especialmente porque todas as vítimas teriam de conviver pelo resto da vida com a dor.

Fonte: Mundo