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Caderno Mercado

Checagem desmente vídeo sobre suposto fim do Bolsa Família

Checagem desmente vídeo sobre suposto fim do Bolsa Família

Circulam amplamente pelas redes sociais publicações que utilizam um trecho jornalístico fora de contexto para espalhar a mentira de que a gestão do presidente Lula (PT) planeja extinguir o Bolsa Família após o segundo turno das eleições.

Entenda a origem do vídeo viral O conteúdo em questão não foi gerado por inteligência artificial e traz imagens reais, mas distorce completamente a pauta original exibida pela emissora CNN em 16 de abril de 2025. Na ocasião, os jornalistas Marcio Gomes e Jussara Soares discutiam as novas diretrizes da chamada regra de transição para os beneficiários do programa de transferência de renda.

Detalhes sobre as mudanças no benefício O Bolsa Família é destinado a núcleos familiares com renda por pessoa de até R$ 218. As modificações implementadas a partir de junho de 2025 reduziram o tempo de permanência na regra de transição de dois para um ano para novos entrantes, fixando o teto de renda em R$ 706, enquanto quem ultrapassava esse limite deixava de receber imediatamente.

Posicionamento oficial do governo Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) declarou que “são falsas as alegações de cortes no Bolsa Família”.

A pasta reforçou ainda, por meio de nota oficial, que “o programa segue em funcionamento, sem suspensão de pagamentos ou redução dos benefícios. Em outubro, houve reajuste de 15,04%, com o valor mínimo por família passando de R$ 600 para R$ 691”.

Contexto político e econômico O reajuste nos repasses foi oficializado pelo Executivo em setembro de 2025, com os novos valores sendo pagos no mês seguinte, próximo ao pleito eleitoral que garantiu a reeleição do presidente. Enquanto a gestão argumentou que a medida serviu para repor a inflação medida pelo IBGE no período de três anos, especialistas econômicos levantaram debates sobre o impacto fiscal da decisão.

Fonte: G1 - Política