Nikolas Ferreira desaconselha protestos de rua pós-eleição
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) publicou um vídeo em sua conta no Instagram aconselhando os simpatizantes de Flávio Bolsonaro (PL) a evitarem manifestações nas ruas após a vitória de Lula (PT) na disputa presidencial.
Avaliação sobre o pleito
Na gravação, o parlamentar mineiro classificou a chance de reversão do resultado nas urnas como remota, argumentando que a preservação da integridade física dos eleitores deve se sobrepor ao ímpeto político momentâneo.
“Conhecendo o nosso país, a chance de anular essa eleição é praticamente nula, e a prudência agora com as vidas que estão em jogo deve falar mais alto que qualquer ímpeto do nosso coração. Já vimos muitas pessoas pagarem um alto preço de irem para a rua no calor da emoção. Não façam isso”, afirmou Nikolas.
Divergência com a cúpula
A orientação do deputado diverge frontalmente da postura adotada pelo senador Flávio Bolsonaro, que, logo após o anúncio do resultado, declarou que contestaria a derrota e acionaria a Justiça Eleitoral para pedir a invalidação do pleito.
No início do registro audiovisual, o congressista mineiro admitiu que o volume de questionamentos sem esclarecimento provoca “insegurança e indignação”, relatando ter sentido inicialmente “raiva, indignação, revolta, vontade de devolver tudo na mesma moeda” antes de buscar conforto na fé.
“Nós acreditamos naquele que tem todo o poder, e somente ele pode fazer juízo a nações. E é exatamente isso que eu prevejo que irá acontecer nos próximos anos com o nosso país. Que Deus salve essa nação”, declarou.
Posicionamento das autoridades
Em contraponto às contestações sobre a votação, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques — indicado anteriormente ao Supremo Tribunal Federal pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) —, declarou ter “absoluta segurança de todo o processo eleitoral” logo após a confirmação do triunfo petista.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) endossou a lisura do sistema de votação. Ainda na noite de domingo, o procurador-geral da República, Paulo Gonet Branco, destacou que o Ministério Público cumpriu o papel institucional de fiscalizar o pleito, coibir fraudes e assegurar o cumprimento da vontade popular.
“A democracia se fortalece quando as regras são cumpridas e cada pessoa pode exercer seu direito de escolha de forma livre. O respeito à vontade manifestada nas urnas fortalece as instituições democráticas e garante legitimidade à representação política”, afirmou Gonet, que acumula a função de procurador-geral eleitoral.
Fonte: G1 - Política