Repercussão da vitória de Lula em 2026 divide ex-adversários
A vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial deste domingo (25) gerou reações divergentes entre os políticos que participaram da disputa no primeiro turno. Enquanto alguns nomes reconheceram o resultado das urnas, outros questionaram o processo eleitoral.
Romeu Zema contesta o pleito O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), que apoiou Flávio Bolsonaro no segundo turno, criticou o resultado e fez acusações sem apresentar provas, comparando o processo a regimes autoritários.
“O Lula aplicou um golpe à la Venezuela, a mesma coisa que o seu companheiro e ditador fez lá prorrogando o prazo da eleição”, afirmou.
Zema também classificou o embate como o pleito mais “alarmista e mentiroso” que já presenciou no país, além de responsabilizar apoiadores do Partido dos Trabalhadores por disseminarem notícias falsas.
Posicionamento de Ronaldo Caiado Por sua vez, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), admitiu a derrota e respeitou a soberania popular, apesar de admitir que aguardava uma renovação no comando do país.
“Uma renovação. Era esse o ponto que todos nós lutamos favoravelmente a ele. Era buscar essa virada de página. Acreditamos nessa ideia. Mas nós, como democratas que somos, nos curvamos à decisão da maioria e à decisão da apuração. Essa sempre foi a nossa característica”, declarou.
O governador eleito goiano, Daniel Vilela (MDB), alinhou-se ao discurso e defendeu que a gestão federal mantenha diálogo republicano e responsabilidade fiscal com os estados.
Análise de Renan Santos sobre as urnas O ex-candidato Renan Santos (Missão) afastou qualquer hipótese de fraude e avaliou que a rejeição ao bolsonarismo pesou no desfecho da disputa contra o petismo.
“Não teve fraude na eleição. Todo mundo que viu a campanha sabe que a campanha do petismo foi colossal. E a do bolsonarismo também foi”, disse.
Santos ainda apelou para que conhecidos de eleitores derrotados evitem protestos de rua e alertou sobre os riscos de mobilizações contestatórias.
“Não deixem as pessoas irem para as ruas. Estou falando sério, não deixem as pessoas correrem risco. Peço de coração”, pediu.
Silêncio de Augusto Cury Até o fechamento desta reportagem, o escritor e ex-candidato Augusto Cury, que havia declarado apoio a Flávio Bolsonaro na etapa final, não havia se pronunciado sobre o resultado das urnas.
Fonte: G1 - Política