Halterofilismo quebra isolamento e leva Mundial para a Rússia em 2030
A Federação Internacional de Halterofilismo (IWF) confirmou que a capital russa, Moscou, será a sede do seu Campeonato Mundial em 2030. Com essa decisão, a modalidade quebra um jejum histórico e se transforma na primeira disciplina olímpica a organizar um torneio global em solo russo desde o início da guerra na Ucrânia em 2022.
Halterofilismo volta ao cenário russo O anúncio oficial detalhou o cronograma das próximas competições globais da modalidade. “Os Campeonatos Mundiais de 2029 serão realizados em Ahmedabad (Índia), e Moscou (Rússia) sediará a edição de 2030”, informou a IWF por meio de comunicado.
Repercussão local A escolha da sede foi comemorada com entusiasmo pelas autoridades esportivas do país sede. “A Federação Russa de Halterofilismo é a primeira federação de esportes olímpicos a conseguir trazer de volta ao país uma competição oficial de alto nível em anos”, celebrou a entidade russa em uma publicação nas redes sociais.
Passo rumo à reintegração internacional Até o momento, nenhuma outra modalidade olímpica, seja de verão ou de inverno, havia levado um campeonato mundial para a Rússia no período recente. Um exemplo ocorreu com o Mundial de esportes aquáticos de 2025, inicialmente programado para Kazan, que acabou sendo transferido para Singapura.
O aval dado ao halterofilismo russo representa um avanço importante no processo de retorno do país aos grandes palcos do esporte mundial. Esse movimento ocorre em um cenário de flexibilização gradual de sanções internacionais. Em julho, o Comitê Olímpico Internacional (COI) abriu caminho para que atletas russos busquem vagas nos Jogos Olímpicos de 2028, em Los Angeles, inclusive em modalidades coletivas, embora a utilização da bandeira e do hino nacionais permaneça proibida.
Mudanças nas federações esportivas No âmbito interno da modalidade, a IWF já havia optado em junho passado pela reintegração total dos competidores da Rússia e de Belarus. Outras organizações seguiram caminhos semelhantes, a exemplo do judô e dos esportes aquáticos, além do Comitê Paralímpico Internacional (CPI) em relação aos Jogos de Inverno de Milão-Cortina.
Contudo, o cenário ainda divide opiniões entre as autoridades globais. Enquanto algumas confederações abrem espaço para os atletas, a World Athletics mantém a proibição total a russos e belarussos, exigindo avanços efetivos nas tratativas de paz antes de qualquer revisão das regras.
Fonte: Folha Esportes