Kim Jong-un encerra visita oficial à China em busca de novos acordos
O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, retornou ao seu território por via terrestre durante a madrugada de domingo (25) no horário asiático, após cumprir agenda oficial em solo chinês. A passagem ocorreu pela cidade de Dandong, situada na divisa entre as nações, conforme comunicado emitido pelos veículos de comunicação oficiais do regime norte-coreano.
Símbolo de cooperação econômica
A travessia foi realizada por meio de uma infraestrutura recém-inaugurada que conecta o território norte-coreano à China, nação que atua como principal parceira comercial de Pyongyang. Analistas internacionais avaliam que a iniciativa reflete o interesse mútuo em expandir as trocas mercantis e consolidar a parceria bilateral.
A imprensa estatal destacou a importância histórica do encontro e classificou a cooperação mútua como um vínculo “inquebrável”, consolidado durante os confrontos armados ocorridos entre 1950 e 1953.
Durante sua passagem pelo Memorial da Guerra para Resistir à Agressão dos EUA e Ajudar a Coreia, o mandatário declarou que o povo norte-coreano vai “lembrar para sempre os anos gloriosos de luta ao lado do povo chinês” e transmitir de geração em geração a “gratidão ao povo chinês, que ajudou nossa revolução com sangue”, de acordo com informações da agência KCNA.
Estratégia geopolítica e parcerias
Especialistas apontam que a movimentação diplomática serve para estreitar os laços econômicos com Pequim pouco antes de compromissos oficiais do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Ásia. Simultaneamente, o governo de Pyongyang busca manter o equilíbrio estratégico enquanto intensifica sua cooperação militar com Moscou.
O trajeto pela fronteira contou com a presença de Wang Huning, líder do Comitê Nacional da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês. Na ocasião, o dirigente norte-coreano manifestou o desejo de que a travessia “cumpra corretamente sua missão histórica de ligar os dois países e unir firmemente o sentimento dos povos das duas nações”, segundo relatórios oficiais.
O histórico recente de encontros de alto nível inclui a viagem de Kim a Pequim em setembro de 2025 para um evento militar, além da visita do presidente chinês Xi Jinping a Pyongyang em junho do mesmo ano. Oficialmente, a península coreana permanece em situação de conflito técnico, visto que a guerra travada na década de 1950 foi encerrada mediante um armistício, sem a assinatura formal de um tratado de paz.
Fonte: Mundo