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Caderno Mercado

Confrontos marcam protestos estudantis e atos contra o custo de vida na Europa

Confrontos marcam protestos estudantis e atos contra o custo de vida na Europa

Manifestantes e autoridades policiais entraram em confronto violento durante atos estudantis e manifestações contra o alto custo de vida realizados neste sábado (24) em diferentes países europeus, incluindo Bélgica, Albânia e França.

Confrontos na Bélgica e na Albânia

Em Bruxelas, capital belga, centenas de pessoas se reuniram por volta das 13h, no horário local, na estação central para iniciar uma marcha em direção à estação ferroviária Gare du Midi, mas um tumulto começou quando algumas delas tentaram bloquear a via. Registros em vídeo mostraram participantes correndo enquanto eram cercados pelas forças de segurança, além de episódios de agressão com socos, chutes e cassetetes. Já em Tirana, na Albânia, a tensão escalou quando o público atirou pedras contra os agentes, que responderam utilizando canhões de água para dispersar a multidão.

A escalada dos atos na França

Enquanto isso, a França registrou novos atos em várias cidades do país, dando continuidade aos protestos contra o governo e o custo de vida que já duram cerca de um mês. Em Lyon e Pau, no sul francês, a polícia recorreu a bombas de gás lacrimogêneo para controlar focos de tumulto. Em Lyon, a terceira maior cidade francesa, os disparos ocorreram após manifestantes tentarem bloquear uma rua nas proximidades de uma faculdade universitária e de uma delegacia. A agência de notícias AFP informou que o mesmo recurso foi empregado em Lille, Toulouse e Nantes.

Esquema de segurança e prisões

Apesar do caos em pontos específicos, a maioria dos atos autorizados pelo governo transcorreu sem grandes ocorrências até o início da tarde. Em Paris, a mobilização começou de maneira pacífica com centenas de pessoas nas ruas.

O balanço oficial divulgado pelas autoridades apontou 135 detenções em todo o território francês. Muitas delas decorreram de abordagens preventivas que culminaram na apreensão de materiais perigosos, como bolas de metal, chumbinhos, fogos de artifício, estilingues, balas de aço, armas improvisadas, uma katana e armas de airsoft.

Um dia antes, em uma coletiva de imprensa, ele anunciou um esquema de segurança reforçado, com 70 mil policiais e agentes especiais mobilizados para conter possíveis episódios de violência, saques e depredações como os que ocorreram há uma semana.

“Temos que ser extremamente ágeis. Recebemos muitos pedidos de interrupção por parte de grupos políticos e, simplesmente, de criminosos. Vai ser um dia longo”, afirmou ele a repórteres.

O forte aparato policial buscou evitar a repetição de episódios de depredação, em um cenário de crescentes tensões sociais na Europa.

Fonte: Mundo