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Caderno Mercado

Aprovação de Donald Trump despenca para 31% nas vésperas das midterms nos EUA

Aprovação de Donald Trump despenca para 31% nas vésperas das midterms nos EUA

Aprovação de Trump atinge mínima histórica de 31%, mostra pesquisa. A menos de duas semanas das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump enfrenta baixos índices de aprovação. Pesquisas divulgadas nos últimos dias apontam que a desaprovação do governo norte-americano está acima dos 60%.

O cenário das pesquisas e o impacto na Casa Branca

Contexto: Milhares de eleitores irão às urnas em 3 de novembro para as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, conhecidas como midterms. A votação vai renovar todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e cerca de um terço do Senado. Apesar de Trump não disputar um cargo nestas eleições, a avaliação do governo deve influenciar a escolha dos eleitores para eleger os próximos deputados e senadores.

E é diante deste cenário que existe um alerta na Casa Branca. Segundo o agregador de pesquisas do estatístico e jornalista americano Nate Silver, 60,6% dos americanos desaprovam o governo Trump, enquanto 36,3% aprovam. O índice de desaprovação está entre os piores da série histórica do agregador e já havia sido registrado no início de outubro. Já o índice de aprovação chegou ao menor patamar de toda a série na quarta-feira (21). O levantamento indica que Trump passou a maior parte do atual mandato com índices de desaprovação superiores aos de aprovação. O presidente teve mais avaliações positivas do que negativas apenas nos primeiros 50 dias de governo.

Uma pesquisa Reuters/Ipsos divulgada na segunda-feira (19) apontou um cenário ainda mais desfavorável para Trump. O levantamento mostrou que 66% dos americanos desaprovam o governo do presidente, enquanto 31% aprovam. Os dois índices estão entre os piores resultados registrados pela pesquisa nos dois mandatos de Trump: a desaprovação repetiu a máxima histórica, e a aprovação é a menor da série.

Levantamentos divulgados nos últimos dias por outros institutos de pesquisa também mostram que a desaprovação ao governo Trump supera a aprovação. Veja os resultados: – The New York Times/Siena (19/10): 60% desaprovam / 34% aprovam – Echelon Insights (19/10): 60% desaprovam / 39% aprovam – Verasight/Strength in Numbers (19/10): 62% desaprovam / 34% aprovam – CNN/SSRS (18/10): 67% desaprovam / 32% aprovam – Fox News/Beacon Research/Shaw & Co. Research (12/10): 64% desaprovam / 36% aprovam

Insatisfação econômica e os principais gargalos

Segundo as pesquisas, a insatisfação dos eleitores está ligada principalmente à forma como Trump conduz a economia e ao alto custo de vida nos Estados Unidos. A desaprovação ao presidente aumentou em meio a medidas como o tarifaço e à escalada de conflitos internacionais. A guerra contra o Irã, por exemplo, contribuiu para a alta dos preços dos combustíveis nos Estados Unidos, pressionando a inflação e o orçamento das famílias.

Dados do agregador de Nate Silver mostram que, quando o assunto é economia, a avaliação de Trump é ainda mais negativa. Sobre a inflação, 72,8% desaprouvam a atuação do presidente, enquanto 24,8% aprovam. Na economia em geral, a desaprovação chega a 65,7%, contra 31,6% de aprovação. Na área comercial, 62,7% desaprouvam a atuação do governo, e 32,8% aprovam. Na imigração, uma das principais bandeiras políticas de Trump, a avaliação é menos negativa, mas ainda desfavorável: 56,2% desaprovam a atuação do presidente, enquanto 41,1% aprovam. Os dados foram compilados na quarta-feira (21).

A pesquisa Reuters/Ipsos divulgada na segunda-feira também aponta que a desaprovação de Trump supera a aprovação em todas as áreas avaliadas pelos eleitores. Veja o saldo por tema: – Imigração: -20 pontos – Política internacional: -34 pontos – Economia: -45 pontos – Custo de vida: -54 pontos – Avaliação geral do governo: -35 pontos

Por que isso importa para as eleições?

As midterms são cruciais para Trump, já que o resultado pode alterar o equilíbrio de forças no Congresso e dificultar a aprovação de propostas do presidente. Atualmente, o Partido Republicano, o mesmo de Trump, tem maioria tanto na Câmara quanto no Senado. No entanto, as pesquisas e projeções eleitorais indicam que os democratas têm chances de conquistar o controle das duas Casas do Congresso.

E Trump está preocupado. O presidente tem percorrido o país quase diariamente para participar de comícios eleitorais. Mais recentemente, prometeu pagar um bônus de até US$ 5 mil para cada adulto americano caso os republicanos vençam as eleições. Nos meses anteriores, o presidente também estimulou e apoiou mudanças nos mapas eleitorais para favorecer o próprio partido em alguns estados e garantir assentos na Câmara. Trump também adotou medidas para tentar restringir o voto pelo correio, alegando que há fraudes nesse modelo. Dados apontam que eleitores democratas são mais propensos a votar pelo correio do que os republicanos.

Fonte: Mundo