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Caderno Mercado

Richarlison expõe documentos e acusa Flávio Bolsonaro por mansão

Richarlison expõe documentos e acusa Flávio Bolsonaro por mansão

O jogador brasileiro Richarlison de Andrade, atacante do Tottenham, publicou um vídeo em que voltou a acusar o senador Flávio Bolsonaro (PL) de envolvimento em uma disputa pela posse de um imóvel de luxo na Ilha Comprida, em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. A contenda jurídica gira em torno dos direitos de ocupação e uso de um terreno que pertence à União.

O início do conflito na Costa Verde

A celebrização do caso ganhou novos contornos quando o atleta cobrou publicamente uma posição do parlamentar. Em uma postagem nas redes sociais, o atacante questionou o discurso do político em defesa de causas justas e pediu a restituição do bem. “Lutar pelo que é justo, né? Então devolve minha ilha!!!”, escreveu.

O litígio teve início em 2020, período em que o atleta investiu cerca de R$ 10 milhões na compra da mansão por intermédio de uma empresa da qual é sócio. Segundo o depoimento do esportista, o senador demonstrou interesse pela residência e teria se unido ao advogado Willer Tomaz para retirar dele os direitos de posse após uma recusa de venda.

Apresentação de provas e valores

No vídeo mais recente, o jogador respondeu a cobranças feitas por Willer Tomaz acerca de papéis que comprovassem a aquisição. “Estarei mostrando aqui agora os documentos que comprovam que eu comprei a ilha. Foi tudo na frente do juiz, foi tudo na frente do desembargador do Rio de Janeiro e foi tudo correto”, afirmou o atacante.

O material divulgado inclui contratos de cessão de direitos possessórios e recibos de repasses financeiros a antigos moradores da região. Conforme o relato, dos R$ 10 milhões aplicados, R$ 4,66 milhões foram destinados a ocupantes anteriores, enquanto o restante cobriu reformas e segurança.

O atacante também exibiu registros de trâmites na Secretaria do Patrimônio da União (SPU). De acordo com os dados apresentados, um pleito de regularização protocolado em setembro de 2021 ficou estagnado por dez meses, ao passo que uma petição associada ao grupo do advogado teria sido concluída em apenas um dia, em julho de 2022.

Tramitação judicial e contrapontos

O impasse chegou aos tribunais em 2022 por meio de uma ação de reintegração de posse movida por uma empresa contra a firma ligada ao atleta. Em maio de 2023, o juiz extinguiu o processo principal sem julgar o mérito devido a divergências internas entre sócios da empresa autora. Anos mais tarde, instâncias superiores mantiveram entendimentos favoráveis ao grupo do advogado.

O conflito também motivou representações no Ministério Público Federal para investigar possíveis irregularidades na chancela do terreno federal. Enquanto isso, o jogador reforça sua postura sobre o caso. “Eu estou aqui lutando pelo que é meu, que é direito meu, e vou lutar até o final”, declarou.

Flávio Bolsonaro nega envolvimento direto na celeuma, embora tenha visitado o local e figurado como testemunha no processo judicial. Por sua vez, Willer Tomaz sustenta que adquiriu legalmente a ocupação e que o grupo do atleta negociou com posseiros ilegítimos.

Fonte: G1 - Política