Lucro da meta sobe 264% e atinge marca histórica no trimestre
O balanço financeiro divulgado pela Meta revelou um salto expressivo de 264% no lucro líquido, que alcançou US$ 9,86 bilhões (R$ 49,3 bilhões) entre julho e setembro de 2026, na comparação com o mesmo período do ano anterior.
Família de aplicativos domina faturamento A receita total da companhia nos três meses somou US$ 64,60 bilhões (R$ 324,2 bilhões), representando um crescimento de 26%. A divisão Family of Apps, que agrupa as operações de Facebook, Instagram e WhatsApp, concentrou cerca de 99% desse montante, faturando US$ 64,16 bilhões (R$ 320 bilhões).
Publicidade digital e força dos anúncios A maior parte do faturamento veio de campanhas comerciais, respondendo por US$ 63,06 bilhões (R$ 315 bilhões). O avanço da publicidade foi impulsionado tanto pelo aumento de 10% nas impressões de anúncios quanto pela alta de 14% no preço médio cobrado por cada propaganda exibida nas redes sociais.
Crescimento de usuários e impacto de acordo judicial Em setembro, a base combinada das plataformas atingiu uma média de 3,64 bilhões de usuários ativos diários, alta de 3%. O lucro operacional da divisão foi de US$ 17,12 bilhões (R$ 85,6 bilhões), valor que já contempla um encargo extraordinário de US$ 9,89 bilhões (R$ 49,45 bilhões) referente a um acordo judicial com 52 estados americanos sobre saúde mental de adolescentes.
Aposta estratégica em inteligência artificial A inteligência artificial consolida-se como o principal motor de expansão da corporação. Durante o trimestre, o presidente-executivo da empresa, Mark Zuckerberg, anunciou o lançamento do Muse e do Muse Wonder, apresentados como os primeiros modelos de ponta de IA da companhia. A meta é avançar na oferta de ferramentas avançadas e impulsionar o engajamento dos usuários.
Perspectivas financeiras e investimentos Para sustentar esse ritmo, a empresa projeta investimentos de capital entre US$ 135 bilhões (R$ 675 bilhões) e US$ 145 bilhões (R$ 725 bilhões) ao longo de 2026, focando em infraestrutura tecnológica. Simultaneamente, a corporação planeja reduzir perdas na Reality Labs, divisão de realidade virtual, prevendo mitigar o prejuízo operacional enquanto direciona recursos para os projetos de IA.
Fonte: G1 Economia