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Caderno Mercado

Lula aciona TSE e pede cassação da chapa de Flávio Bolsonaro por abuso de poder

Lula aciona TSE e pede cassação da chapa de Flávio Bolsonaro por abuso de poder

A coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva protocolou uma representação jurídica no Tribunal Superior Eleitoral para solicitar a anulação do registro da chapa de Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar à presidência da República, apontando suposto abuso de poder econômico e utilização inadequada dos veículos de comunicação social.

Inelegibilidade e restrições nas redes Além de pleitear a invalidação do registro, o processo requer que Flávio Bolsonaro seja penalizado com a inelegibilidade pelo período de oito anos.

A representação apresentada pelos advogados detalha dificuldades enfrentadas para impulsionar publicações pagas nas plataformas digitais, além de levantar questionamentos sobre o uso de tecnologias de inteligência artificial na criação de imagens.

Contexto da investigação tecnológica Os representantes jurídicos enfatizam que o processo ultrapassa questões puramente técnicas relacionadas ao funcionamento de sistemas digitais, argumentando que a denúncia aborda um cenário mais amplo de influências sistêmicas.

Na ação, a campanha afirma que “a infraestrutura privada na qual hoje se realiza a propaganda eleitoral — os sistemas de recomendação, as ferramentas de inteligência artificial generativa e os mecanismos de revisão de anúncios das plataformas da Meta (Instagram, Facebook e WhatsApp) e do X — passou a operar, de modo reiterado e convergente”, em benefício da candidatura de Flávio Bolsonaro e em detrimento da candidatura de Lula”.

Os advogados citam que “a ação não se resume a uma discussão técnica sobre algoritmos. Ela vai além”.

O documento apresentado às autoridades eleitorais elenca três fatores centrais: – O poder econômico das corporações que administram a infraestrutura central de comunicação do país, cujos interesses regulatórios estariam alinhados com a chapa investigada; – O aporte financeiro da própria campanha, que teria direcionado quantias expressivas a uma empresa associada a operações de influência e desinformação, conforme registros enviados a órgãos dos Estados Unidos; – A circulação de verbas provenientes do exterior e de fontes proibidas pela legislação dentro dessas redes, sendo a distribuição algorítmica desigual apenas uma das engrenagens do processo.

Defesa da integridade democrática Encerrando os argumentos jurídicos, a coligação ressalta a gravidade institucional do caso frente aos impactos tecnológicos recentes no pleito eleitoral brasileiro.

“O que está em jogo vai além da igualdade de chances. Está em jogo a integridade da democracia brasileira contra a manipulação algorítmica e a soberania nacional contra a influência estrangeira”, diz a campanha.

Fonte: G1 - Política