Neste domingo (4), mais de 158 milhões de brasileiros aptos comparecem às urnas para definir o novo presidente da República, além de governadores, senadores, deputados federais e estaduais nos 26 estados e no Distrito Federal. A votação ocorre em 5.571 municípios do país e em 186 cidades no exterior, com apuração iniciada logo após o encerramento da votação, às 17h.
Disputa presidencial acirrada
Entre os 12 candidatos ao Palácio do Planalto, a corrida eleitoral polariza entre o presidente Lula (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). De acordo com a pesquisa Datafolha divulgada na véspera do pleito, o petista aparece com 45% dos votos válidos, enquanto o representante do PL registra 42%. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, o cenário configura um empate técnico na reta final.
A separação de apenas três pontos percentuais entre os dois primeiros colocados representa a menor distância registrada na véspera do primeiro turno desde 1989, ano que marcou a primeira eleição presidencial do país após a redemocratiação.
Historicamente, os pleitos anteriores apresentavam margens mais dilatadas na última pesquisa antes da votação. Em 2022, Lula liderava com 14 pontos de vantagem sobre Jair Bolsonaro (PL), enquanto em 2018 a frente de Jair Bolsonaro sobre Fernando Haddad (PT) era de 15 pontos. A maior diferença histórica ocorreu em 2002, quando o petista abriu 27 pontos de vantagem sobre José Serra (PSDB).
Cenário de baixa mobilização e ausência de debates
Especialistas apontam que a campanha de 2026 registra a menor mobilização popular desde o retorno democrático. Dados do mesmo instituto de pesquisa mostram que quase metade da população (47%) demonstrou menor interesse pela disputa atual em comparação aos anos anteriores.
Além disso, esta é a primeira vez em duas décadas que a etapa inicial da disputa presidencial chega ao fim sem a realização de um debate televisionado entre os principais candidatos. O último evento programado foi cancelado após determinações do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e do STF (Supremo Tribunal Federal) que modificaram critérios de participação e formato.
Candidaturas estaduais e parlamentares
Em paralelo à disputa nacional, o eleitorado define os representantes regionais e legislativos. Para os governos estaduais, 169 candidatos concorrem com registros deferidos pelo TSE nas 27 unidades da federação.
A disputa para o Poder Legislativo também movimenta o pleito deste ano. São 281 postulantes deferidos para o Senado, onde cada eleitor deve escolher dois nomes, e mais de 7 mil concorrentes disputando as vagas na Câmara dos Deputados. Nas instâncias estaduais, mais de 10,4 mil nomes buscam cadeiras nas Assembleias Legislativas, enquanto o Distrito Federal registra centenas de candidatos a deputado distrital.
Fonte: Política - Folha




